COMBATE A VIGILANCIA CLANDESTINA EM SUPERMERCADOS E FARMACIAS É DISCUTIDO NA PF
19 Mar
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A CNTV foi convidada pela Policia Federal e participou ontem, dia 18 de março, de uma reunião em Brasília para tratar do enfrentamento à segurança ilegal e clandestina ainda presente na maioria dos supermercados, farmácias e outras área do varejo no país, com efetiva aplicação do novo Estatuto da Segurança Privada – Lei 14.967/2024.
O evento reuniu entidades representativas de empresas do setor de segurança privada, de cursos de formação de Vigilantes e de trabalhadores, representação de empresas do varejo (Supermercados, Farmácias, principalmente) e vários delegados da Policia Federal, além do Deputado Capitão Alden (BA).
Enquanto no setor bancário a luta histórica dos trabalhadores levou a implementação de alguns meios e equipamentos, a exemplo de porta de segurança, alarmes e divisórias entre o caixa e o público, que ajudaram significativamente na diminuição dos crimes e na proteção de clientes e funcionários, no setor comercial, principalmente farmácias e supermercados, o foco tem sido na proteção da mercadoria e nenhum compromisso com a vida de clientes e funcionários.
Em verdade as empresas utilizam trabalhadores contratados por grupos clandestinos ou empresas sem autorização da Policia Federal para executar atividades de segurança com denominação de “prevenção de perdas, apoio e coisas do tipo”. Essas pessoas não são qualificadas, nem registradas na Policia Federal para executar atividades de segurança privada, tampouco se ocupam na proteção da vida de pessoas, mas somente da mercadoria.
Os últimos anos registram um elevado volume de assassinatos de pessoas, principalmente nos supermercados, praticados por estes clandestinos ou ilegais. Todos se recordam do assassinato de Beto no Carrefour de Porto Alegre, dos dois trabalhadores no Atakarejo na Bahia e do jovem Mufato no Paraná, dentre muitos outros. O caso do Mufato teve como acusação uma barra de chocolate.
A CNTV fez um forte pronunciamento na reunião, afirmando que não tem mais lugar para que o setor varejista continue atuando na ilegalidade e sem compromisso com a vida. Que a responsabilidade pelos crimes não pode continuar recaindo sempre sobre os profissionais Vigilantes, até porque o cidadão comum ou a imprensa nem sempre diferencia o “prevenção de perdas” do “ Profissional Vigilante”. Para estes, são todos seguranças. E aí mora a diferença: para a lei, a segurança de pessoas e do patrimônio cabe apenas ao Vigilante, cursado, preparado, comprovadamente sem crime e registrado na PF.
Estima-se que mais de 200 mil pessoas estejam empregadas como prevenção de perdas, apoio e outras denominações irregulares no setor varejista pelo país afora, mas fiscalizando, abordando e contendo pessoas, atividades típicas de segurança privada.
Com o Estatuto da Segurança Privada estes empregos devem ser ocupados por Vigilantes e esta é a nossa luta.
Fonte: CNTV
