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Na manhã desta segunda-feira (5) vigilantes de escolas em vários municípios de Rondônia realizam manifestações em diversos pontos do estado contra a decisão do governo estadual, que deve demitir, até o dia 30 de agosto, cerca de 2,5 mil profissionais terceirizados. De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes (Sintesv/RO), Paulo Tico, o movimento pede a suspensão da decisão que vai acabar os contratos com três empresas de vigilância que atendem escolas da rede estadual de todo o estado. Vários trechos da BR-364 - em Ariquemes, Vilhena e Cacoal - e um trecho da BR-425, em Guajará-Mirim (RO) foram interditados. Segundo Paulo, o governo alega que as escolas passarão a ser monitoradas por câmeras de segurança e, por isso, os vigilantes seriam dispensados. Nesta segunda, o efetivo já teria sido reduzido em 25% e as demais demissões devem acontecer até o dia 30 deste mês. “Sem os contratos, as empresas não têm como manter o vigilantes”, justifica o presidente do sindicato. Com as manifestações, a categoria pede que a decisão seja revista e o cancelamento dos contratos suspenso. O ato marcado para esta segunda, em Porto Velho, foi cancelado. A decisão de reduzir gastos e mudar a estrutura de segurança nas escolas foi anunciada pelo governo no dia 16 de julho. Câmeras de monitoramento devem ser instaladas para garantir a ordem nas unidades de ensino. Em nota a Secretária de Educação Isabel Luz informou que esta é a única maneira encontrada para reduzir os gastos com vigilância patrimonial, estimados em R$ 57 milhões.
Vilhena De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o sindicato responsável pelo protesto não comunicou oficialmente a polícia sobre o fechamento da rodovia federal e, por conta disso, o representante do sindicato foi notificado. De acordo com a PRF, o protesto seguiu pacífico, mas houve um momento crítico quando uma mulher tentou furar o bloqueio com o carro. Impedida pelos manifestantes, a condutora retirou as pedras e madeiras colocadas na rodovia. Os grevistas tentaram impedir e a mulher, professora de uma escola de Vilhena, tentou jogar uma pedra contra um vigilante. Ao todo, mais de 20 quilômetros de congestionamento foram registrados.
Ji-Paraná
Ariquemes Durante a manifestação que durou mais de uma hora, pneus e galhos de árvores foram queimados na rodovia, impedindo a passagem de veículos. Ao G1, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a manifestação seguiu pacífica e o congestionamento chegou a cinco quilômetros em cada uma das pistas. O trânsito já foi liberado.
Cacoal
Segundo o sindicato, em Cacoal, 27 vigilantes já foram demitidos, dos cerca de 160 profissionais. Dezoito escolas estaduais de Cacoal, Riozinho e Ministro Andreazza serão afetadas pelas demissões. Fonte: G1 |