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| Morreu na tarde desta quinta-feira (26) o cabo da Polícia Militar Mário César Sousa Dias, baleado durante um assalto a um mercado de São Sebastião na última segunda-feira (23). Dias levou dois tiros, um no braço e o outro de raspão na cabeça. A PM informou que o velório do cabo será realizado nesta sexta-feira (27), no Cemitério Campo da Esperança a partir das 15h. Na terça, a Corregedoria da Polícia Militar informou que há indícios de que o cabo estava trabalhando irregularmente como segurança de um supermercado de São Sebastião quando foi baleado durante um assalto. A equipe de inteligência da corporação visitou o estabelecimento comercial após o crime e uma sindicância foi aberta para apurar o caso. "O policial militar está em férias e está claro que ele executava serviço de transporte de valores para um supermercado de São Sebastião há sete meses, o que é proibido pelas normas internas", afirmou o corregedor-geral da PM, Cel. Paulo Roberto Oliveira. A atividade de segurança privada para policiais é proibida por uma portaria de 2010. Os agentes da PM são liberados apenas para trabalhos ligados ao ensino ou instrução militar. O corregedor disse ainda que, após a sindicância, o policial pode ser punido com advertência, prisão disciplinar ou até mesmo expulsão dos quadros da corporação. De acordo com Oliveira, por ter se ferido fora de serviço e em uma atividade vetada pelas normas da polícia, o cabo Dias não tem direito a benefícios previdenciários no período em que estiver em recuperação. O empresário deve entender que ele deve contratar segurança privada para exercer esse serviço. A Polícia Militar trabalha para toda comunidade." Cel. Paulo Roberto Oliveira, corregedor-geral da PMDF De novembro do ano passado até este mês, a Corregedoria da PM abriu 12 sindicâncias para apurar a conduta de policiais que trabalham irregularmente como seguranças. Em nenhum deles o corregedor-geral recomendou expulsão dos quadros da corporação, apenas prisão disciplinar. Em entrevista ao DFTV, Oliveira avaliou que o número de agentes da corporação fazendo "bico" é baixo e disse que a PM tem conseguido fiscalizar esse tipo de desvio de conduta. "O empresário deve entender que ele deve contratar segurança privada para exercer esse serviço. A Polícia Militar trabalha para toda comunidade, e nós temos cobrado dos comandantes de unidades que acompanhe seus policiais nos seus horários de folga", disse Oliveira. Para o Ministério Público do DF, a quantidade de agentes da PM que trabalham irregularmente como seguranças é maior e falta fiscalização por parte da própria corporação. "Dependendo da escala de serviço e dependendo do policial militar, a gente verifica que o policial se dedica mais ao trabalho externo do que a sua função policial", afirmou o promotor Paulo Gomes de Sousa ao DFTV. |