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| PENHA - O Parque Beto Carrero World, o maior temático da América Latina, amanheceu diferente ontem. Em frente ao colorido castelo de entrada, os costumeiros personagens que recebem os visitantes deram lugar às viaturas policiais. Como em todas as segundas-feiras, a estrutura estava fechada para o público e os funcionários que chegavam para trabalhar também não puderam entrar. O local foi isolado pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), que veio de Florianópolis para desarmar uma bomba caseira. A intenção era usá-la para explodir um dos caixas eletrônicos existentes no local. A detonação falhou e a quadrilha responsável pela ação fugiu sem levar nada. – A espoleta do artefato chegou a ser ativada, mas a carga principal, de amônia, era velha, e por isso, não estourou. O caixa eletrônico não sofreu danos – explica o tenente do Bope, Lucius Carvalho. A ação da quadrilha teve início na madrugada, por volta das 3h. Quatro homens – um deles armado – entraram pelos fundos do parque. Encapuzados e vestindo luvas, eles seguiram pelos trilhos do trem. Assim que chegaram no castelo, o vigia foi rendido e teve as mãos amarradas para trás. Neste momento, dois integrantes do grupo foram até o caixa eletrônico do Banco do Brasil e rapidamente instalaram a bomba na abertura usada para a retirada do dinheiro no saque. Ao perceberam a falha do detonador, o grupo fugiu pelo mesmo local que entrou. A tentativa de explosão durou cinco minutos. – Pela ação rápida, nós acreditamos que a quadrilha tenha feito um estudo anterior do local. Eles sabiam como se locomover dentro do parque e, inclusive, inutilizaram a câmera principal do circuito interno – conta o investigador responsável pela delegacia de Penha, Allan Coelho. A Polícia Civil recolheu todas as imagens do circuito interno do parque para análise. A bomba caseira foi retirada do caixa eletrônico pelo Bope e levada para Florianópolis, onde o Instituto Geral de Perícias (IGP) tentará identificar a origem do artefato. – Já existem alguns rumores na cidade sobre possíveis envolvidos, mas só a investigação poderá dizer quem são os responsáveis pelo crime – conclui Coelho. Por medidas de segurança, o Parque Beto Carrero não divulgou detalhes sobre o esquema de proteção adotado internamente. A quantidade de vigilantes na estrutura também não foi revelada. (Colaborou Gabriela Rovai) |