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| O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) estuda contratar uma empresa de segurança terceirizada para atuar no Fórum de Ribeirão Preto. Com a falta de vigias concursados, as duas portas giratórias com o sistema de detectores de metais acabam tendo ineficientes. O diretor administrativo do Fórum, o juiz Sylvio Ribeiro de Souza Neto, confirma que a porta giratória fica desativada devido à falta de funcionários. "É uma deficiência que nós temos, que é real. Quando vier a vigilância terceirizada, ela dever ser solucionada", diz. Ao menos duas mil pessoas circulam pelo prédio por dia, sem qualquer restrição na porta de entrada. Porém, para compensar a falta de vigilantes, o Fórum conta com a atuação de policiais militares, que fazem patrulhamento no entorno das salas de audiência. O fórum conta com câmeras internas, mas o sistema também precisa ser aperfeiçoado. Em fevereiro de 2011, um homem de 39 anos chegou para a audiência com uma faca escondida. Réu em um processo de roubo a um supermercado, Leonildo Calsini foi desarmado por um policial militar, que o revistou ao perceber que estava com comportamento alterado. Problema em todo Estado Questões envolvendo a falta de segurança nos fóruns paulistas ganharam repercussão depois do atentado contra uma juíza de Rio Claro, no dia 12 de janeiro deste ano. Uma bomba explodiu e feriu dois funcionários do órgão. O artefato estava em um pacote e havia sido endereçado à juíza Cynthia Andrauss Carreta. Em outros fóruns da região de Ribeirão, a segurança também é precária. Após o atentado em Rio Claro, a reportagem do A Cidade percorreu alguns prédios. Na ocasião, a repórter entrou em um Fórum com um pacote, andou pelo corredor, entrou no banheiro, saiu e pediu uma informação. Ela só foi questionada sobre o pacote quando pediu para entregá-lo à juíza. |