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Ufba tem dívida de R$ 15 milhões com contrato de segurança

21Ago


A Universidade Federal da Bahia (Ufba) tem uma dívida de R$ 15 milhões com a MAP, empresa que detém o contrato de terceirização dos 380 vigilantes que atendem a instituição. A informação foi dada pelo sócio administrador da companhia de segurança. Procurada, a Ufba disse, por meio de nota, que possui faturas em atraso, mas não confirma o número nem o valor da dívida.

Segundo o gestor, o valor é referente a doze meses de atraso. O presidente do Sindicato dos Vigilantes (Sindivigilantes), José Boaventura Santos, afirmou que a orientação para que os vigilantes abandonassem os postos de trabalho na terça-feira (20) partiu da própria empresa. Nesta quarta-feira (21), a categoria trabalhou normalmente e as aulas ocorreram normalmente - ontem à noite, as atividades acadêmicas foram suspensas. Em nota, a Ufba também reforçou que "o trabalho de vigilância prossegue normalmente, no dia de hoje, sem qualquer interrupção, e as aulas, em todos os turnos, serão ministradas".

"A empresa tem direito de suspender o contrato com 90 dias de atraso. A MAP entrou com uma correspondência para o sindicato laboral, patronal e para a ufba. Os vigilantes no contrato posso ficar até 180 dias com o contrato suspenso", explicou Sisnando.

"O sindicato recebeu comunicado da empresa MAP Serviços de Segurança Eireli acerca da sua decisão de suspender o contrato de trabalho dos vigilantes que atuam na Universidade Federal da Bahia por falta de pagamento de faturas de serviço prestados", informou o sindicato em nota.

Hoje à tarde, representantes do sindicato serão recebidos pelo pró-reitor Paulo Miguez para discutir sobre os salários atrasados. Também está agendada para quinta-feira (22), às 8h30, uma assembleia entre os vigilantes, na portaria do campus de Ondina.

"Há a possibilidade de a Ufba ficar sem segurança, mas primeiro vamos negociar. Ontem à noite a empresa, de forma irresponsável, mandou as pessoas paralisarem. Mas nós esclarecemos a situação e pedimos para os trabalhadores voltarem ao trabalho. Nossa convenção prevê que a gente só pare dez dias após a notificação. A MAP notificou a Ufba na sexta-feira, ainda estamos em negociação", reforça Boaventura.

Em nota, a Ufba informou que o serviço de segurança foi normalizado e que "a Universidade reconhece que a grave situação orçamentária decorrente do contingenciamento de recursos e do bloqueio de 30% de seu orçamento pelo Ministério da Educação afeta os membros de sua comunidade, e pleiteia a liberação imediata de todo o seu orçamento".

Suspensão
Sem segurança, em algumas unidades as aulas foram interrompidas na noite de terça-feira (20). "A Ufba foi surpreendida com a suspensão dos serviços de segurança agora pela noite, inclusive na Faculdade de Direito. Estamos determinando a suspensão das aulas do último horário de hoje. Amanhã avaliaremos a situação com a Reitoria", afirmou, em nota, o diretor da faculdade, Julio Cesar de Sá da Rocha.

Alunos da Faculdade de Comunicação, Bacharelado Interdisciplinar e de outras unidades no campus de Ondina também virarm as aulas acabarem mais cedo. Com a notícia da falta de segurança, os alunos saíram do campus rapidamente. "É triste ter a aula suspensa por falta de segurança na universidade. Isso demonstra o interesse no sucateamento da universidade pública", disse a estudante do BI em Artes Monique Feitosa.

Em maio, vigilantes da MAP também paralisaram as atividades na Ufba. Na época, eles afirmavam que a Ufba devia cerca de R$ 13 milhões à empresa, o equivalente a três meses de serviço, e que não estavam recebendo. Na ocasião, a Ufba reconheceu que havia uma dívida, sem confirmar o valor.  Foram somente algumas horas de protesto. Não há confirmação do motivo da paralisação de hoje.

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