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Equivocados, alguns vigilantes defendem a reforma da previdência e o fim da aposentadoria especial da categoria

29Mar

Em ) - 10 15 40%

Perdida a aposentadoria especial, você, vigilante, entrará na mesma situação dos demais trabalhadores.

Alguns vigilantes, não sabemos se por desinformação, fanatismo, ingenuidade ou má fé, estão sempre atacando as matérias que colocamos sobre a proposta de reforma da Previdência que Bolsonaro encaminhou ao Congresso Nacional. Nessa proposta de reforma, não há uma única linha que diga que vá cobrar das grandes empresas e bancos, que estão devendo milhões ao INSS e que, paga essa dívida, não haveria déficit.

O papel deste Sindicato é o de alertar os trabalhadores e as trabalhadores sobre os malefícios dessa reforma que será muito prejudicial à classe trabalhadora. Estamos constantemente nas ruas evitando demissões, negociando, entrando com ações na justiça, defendendo direitos e conquistas.

Na época da Reforma Trabalhista, foi a mesma coisa, dizendo que o Sindicato deveria se preocupar com outras coisas, que era mentira, que não haveria Reforma Trabalhista. E olha o que deu, já começa a afetar o empregado, as campanhas salariais, enfim as datas-base de todas as categorias e o próprio emprego.

Estamos cumprindo com o nosso papel e continuaremos a defender a nossa aposentadoria especial, pois ela foi fruto de anos e anos de luta, muita passeata, muita negociação e por isso, dia 22/04, estaremos no Senado em uma audiência Pública com o Senador Paulo Paim para defender a aposentadoria especial.

Perdida a aposentadoria especial, você, vigilante, entrará na mesma situação dos demais trabalhadores. Veja como será:

A lista de retrocessos é longa:

– É fixada aposentadoria aos 65 anos para homens e 62 para mulheres;

– Acaba a regra 85/95 para segurados do INSS e servidores públicos, que terão outra regra de 105 pontos para homens e mulheres;

– Aposentadoria integral somente com 40 anos de contribuição;

– A aposentadoria dos pobres das cidades piora muito com o aumento de 15 para 20 anos o tempo mínimo de contribuição;

– Praticamente acaba a aposentadoria dos trabalhadores rurais;

– Professores e professoras terão que trabalhar até os 60 anos;

–  Governo reduz de 100% para 60% o valor da aposentadoria por invalidez;

– Proposta destrói a aposentadoria especial dos trabalhadores das áreas insalubres com fixação de idade mínima;

– Pensão por morte é destruída, com redução de 100% para 50% e acaba a reversão das cotas;

– Acaba o BPC da LOAS, que será substituído por uma renda miserável de 500,00 e 750,00;

– O abono salarial de 1 salário mínimo será pago apenas para quem ganha 1 salário mínimo (e não até dois salários mínimos, como atualmente);

– Os servidores públicos que tem direito à aposentadoria integral poderão exercer o direito somente aos 65 anos de idade e os professores e professoras aos 60 anos de idade;

– A previdência social será extinta para os novos trabalhadores, que serão vinculados a uma previdência privada;

– A reforma da previdência virá acompanhada da “carteira de trabalho verde e amarela”, sem CLT, sem os direitos dos acordos coletivos e sem previdência pública”.

Fonte: Sindesv/DF

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