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Mulheres fazem atos em todo o país, pela não violência

27Nov

Em diversas cidades brasileiras, as mulheres celebraram neste sábado (25) o “Dia Latino-americano de Não Violência Contra a Mulher”, com atos e manifestações públicas, buscando dialogar com a população sobre as agressões a que elas estão sujeitas em nosso continente, que infelizmente tem o machismo e o patriarcalismo como traços marcantes de suas culturas.

Segundo dados da ONU, 70% das mulheres do planeta já sofreram ou sofrerão algum tipo de violência em, pelo menos, um momento de suas vidas, independente de nacionalidade, cultura, religião ou condição social. Os números também indicam que a região latino-americana é a mais violenta do mundo para as mulheres.

A vice-presidenta da CUT Nacional, Carmen Foro, relatou que a data do 25 de novembro “foi criada em 1999 na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em homenagem às ‘Mariposas’, brutalmente assassinadas na República Dominicana, em 1960, pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo”.

No Brasil, a violência contra mulher atinge índices assustadores.

A secretária nacional da Mulher Trabalhadora, Junéia Martins Batista, destacou que “a CUT tem o compromisso com a construção de uma sociedade sem violência sexista, sem machismo e sem discriminação de gênero e dos desafios internos e externos que temos para superar essa situação”.

Confira algumas das manifestações ocorridas em todo o Brasil.

Em São Paulo, a manifestação aconteceu na Pralça da República, no início da tarde, e reuniu mulheres de diferentes entidades e movimentos.

Na Ocupação das Mulheres do MTST, na Zona Leste de São Paulo, uma plenária realizada durante a madrugada também marcou a data do 25/11. No evento, foi feita uma leitura do manifesto das mulheres da ocupação.

Em Registro (SP), um coletivo de mulheres organizou uma plenária para debater o tema da violência contra a mulher no município.  em Registro. Mulheres das classes populares, profissionais da área da Assistência Social e do Direito, militantes de movimentos de mulheres, a fala foi uma só: a necessidade de união as mulheres para o enfrentamento desta realidade.

Em Maceió, mulheres realizaram uma intervenção na Praia de Jatiúca, com a colocação de 30 cruzes alinhadas, trazendo inscritos os nomes de mulheres vítimas de violência. (Foto: Lenilda Luna/Arquivo Pessoal)

Em Recife, mulheres dos movimentos sociais fizeram uma caminhada pela Comunidade do Bode, na Zona Sul da capital, para conversar com as moradoras sobre a importância de quebrar o silêncio, rompendo o ciclo de violência. Também houve distribuição de panfletos com os endereços das Delegacias da Mulher na capital pernambucana e colagem de adesivos com números para denúncias, como o 180.

Em Guarapuava (PR), também foi feita uma instalação com cruzes lembraram os nomes de 28 mulheres assassinadas na cidade, entre 2009 e 2013

Em Salvador (BA), a manifestação do Dia da Baiana de Acarajé ganhou novo tom com a adoção do lema “Pelo Fim da Violência contra a Mulher”.

Fonte: CUT

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