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Bancos pararam por 77 dias em 2011 e 2012

14Set

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Após se reuniremem assembleia na noite da última quarta-feira (12) bancários de todo o paísdecidiram rejeitar a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) eaprovaram a deflagração da greve a partir da próxima terça-feira (18) por tempoindeterminado. Se o panorama não mudar nos próximos dias a população deveenfrentar a quarta greve em pouco mais de um ano. Até agora, desde abril do anopassado, as agências ficaram fechadas por 77 dias. Motivo de muita reclamação,transtorno e revolta.

Uma assembleia organizativaestá marcada para ser realizada na segunda-feira (17) onde o movimento serádiscutido e organizado.

Em abril do anopassado, entre os dias 11 de março e 28 de abril, os vigilantes da regiãodecidiram aderir a uma greve que se iniciara dias antes, em outras cidades doEstado do Rio. Eles voltaram ao trabalho no dia 29, depois de uma paralisaçãode mais de um mês nas regiões Serrana e Norte Fluminense e de três semanas noSul Fluminense.

Durante omovimento, as dificuldades de acesso aos bancos foram grandes, e trouxeramtranstornos para as empresas, principalmente as de varejo, que têm recebimentose pagamentos diários em dinheiro e cheques. Pessoas físicas também encontraramdificuldades com transações normalmente simples, como saques, depósitos epagamentos de contas.

Já em setembro domesmo ano, uma nova greve afetou diversas pessoas em todo o país. Os bancáriosparalisaram os trabalhos no dia 27 de setembro, e durou 21 dias. O movimentoparalisou cerca de 9.152 agências e vários centros administrativos de bancospúblicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, segundolevantamento da Contraf-CUT com base nas informações enviadas pelos sindicatos.

Pouco tempo

Neste ano umanova greve dos vigilantes teve início em março e que visava paralisar todos oslocais que usam segurança privada, como bancos, shoppings, grandes indústrias.Mas a situação durou menos: nove dias. O movimento não afetou tanto os clientesdos bancos como as anteriores.

Exigências

As principaisreinvindicações dos bancários são: reajuste salarial de 10,25% (aumento real de5%), piso salarial de R$ 2.416,38, PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos,plano de cargos e salários para todos os bancários, elevação para R$ 622 osvalores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio creche-babá e da13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição. Além disso, acategoria pede mais segurança e contratações, igualdade de oportunidades, o fimdas metas abusivas e o combate ao assédio moral.

Na últimaquarta-feira (5), o Comando Nacional enviou carta à Fenaban informando sobre ocalendário de mobilização e reafirmando a importância de se buscar um acordonegociado. Mas até agora, os bancos não deram nenhuma resposta.

- Com adeflagração da greve a partir do dia 18, os bancários de todo o país estãorespondendo ao desrespeito com que os bancos vêm tratando a categoria nas mesasde negociação. Continuamos abertos ao diálogo e qualquer nova proposta seráapreciada nas assembleias do dia 17, mas estamos unidos e preparados para fazeruma grande mobilização nacional, a fim de arrancar novas conquistas econômicase sociais-concluiu Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT (ConfederaçãoNacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

BB e Caixa

O ComandoNacional retoma as negociações com o Banco do Brasil e a Caixa EconômicaFederal nesta sexta-feira (14), às 14h, em São Paulo. As novas rodadasacontecem após o envio de cartas aos dois bancos pela Contraf-CUT na últimaquinta-feira (6), a exemplo das correspondências encaminhadas para a Fenaban eaos quatro maiores bancos privados (Itaú, Bradesco, Santander e HSBC) com omesmo teor.

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