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Vigilantes de empresas de segurança e transporte de valores paralisam atividades

16Ago

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Donos das empresas de segurança e transporte de valores de Pernambuco foram pegos de surpresa com a paralisação dos vigilantes na manhã desta terça-feira (15). Com caixões posicionados de frente as empresas, funcionários se negavam a trabalhar e impediam a entrada e saída de carros-fortes da Brinks, Preserve, Corpvs e Nordeste. Nesta última o ato gerou transtornos entre os funcionários e a empresa, que solicitou a presença de homens do 1o Batalhão de Polícia Militar e do Batalhão de Choque.

Segundo representantes da empresa e a própria autoridade policial, a intenção era garantir que o trabalho fosse retomado às 11h. Segundo os trabalhadores, os patrões impediam a entrada dos funcionários, após o término do ato. Ao meio-dia, mediante acordo, o trabalho foi retomado. Durante este período, os bancos, que são os principais clientes dessas empresas, ficaram sem abastecimento de cash e coleta. A categoria reivindica 20% de reajuste salarial; aumento do valor do ticket de alimentação, de R$ 11 para R$ 15; melhores condições de trabalho, como a implantação ar condicionado nos veículos; diminuição na jornada de trabalho, de 191 horas para 180; plano de saúde e antecipação da data base de julho para março.

Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresa de Vigilância no Estado de Pernambuco (Sindesv), Cassiano Souza, cinco rodadas de negociação foram realizadas e os patrões estão irredutíveis. "Nós queremos 20% de reajuste e até já baixamos para 15%. Eles só nos oferecem 3,5%", asseverou. Segundo o diretor jurídico do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado (Sesvesp), Emanuel Correia, os patrões estão abertos a negociação. "Garantimos a reposição do INPC, que é de 4,86%, tanto para o salário como para todas as cláusulas econômicas, o que inclui também o valor do ticket. Estamos garantindo a reposição integral da inflação, coisa que outras categorias não têm", declarou.

Sindicato dos patrões e dos vigilantes tem uma reunião marcada na próxima sexta-feira (17) na Superintendência Regional do Trabalho. Segundo Souza, caso os patrões não aumentem a proposta, uma greve pode ser iniciada. Após essa reunião, uma assembleia entre os funcionários deve ser realizada ainda na próxima semana para discutir os próximos passos. Pernambuco tem hoje 300 carros-fortes e cerca de 1500 funcionários trabalhando para quatro empresas.

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