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PF para e atende só casos de emergência

08 Ago

A paralisação de agentes da Polícia Federal, que começou ontem em todo o país, afetou o atendimento ao público na delegacia de Itajaí. Somente casos de emergência são encaminhados aos agentes que estão trabalhando. Os grevistas mantêm 30% do efetivo em operação.

Os principais serviços afetados são a emissão de passaportes, certidões de uso de produtos químicos controlados, fiscalização de empresas de segurança privada, registro de armas, concessão de porte de armas e atendimento a estrangeiros. A expectativa é de que a paralisação possa, também, impactar os trabalhos nos portos da região, já que cabe à Polícia Federal autorizar a entrada de estrangeiros e liberar a saída de navios. Para o representante de Itajaí do Sindicato dos Policiais Federais de Santa Catarina, Rafael Firpo, a greve é por tempo indeterminado.

– Até lá, quem procurar a Polícia Federal e tiver urgência comprovada, será atendido. Para casos como passaporte de urgência, registro de estrangeiros ou cadastro de empresas de segurança privada, vamos atender.

Os agentes querem a reestruturação de salários e de carreiras. O Brasil tem 6,5 mil agentes, 2 mil escrivães e 700 papiloscopistas, conforme dados da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). O salário-base de agente é de R$ 7.514 e delegado varia entre R$ 13.368 e R$ 19,7 mil.

Em Itajaí, as greves de outras outras categorias afetam as operações no porto. A paralisação dos servidores a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Receita Federal e Ministério da Agricultura prejudica a liberação de cargas.

Ontem, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) obteve liminar da Justiça Federal, para garantir que os auditores da Receita realizem o desembaraço aduaneiro.

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