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Em busca de segurança

06Jul

Em ) - 15 2011 30

Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, divulgados recentemente, apontam que o número de homicídios na cidade aumentou 21,8% no primeiro semestre deste ano, em comparação a igual período de 2011. Outro tipo de delito que parece ter virado moda entre os criminosos são os arrastões em bares e restaurantes da capital. Desde o inicio do ano, cerca de 30 casos foram registrados no município, a maioria em bairros nobres e conhecidos pela agitada vida noturna.

Preocupados com as estatísticas e com o atual clima de insegurança da cidade, sentido em muitos bairros da capital, integrantes da Sociedade Amigos de Vila Madalena (Savima) desenvolvem um projeto de segurança privada, envolvendo comerciantes e empresários da região, famosa pela badalação noturna. "Nosso bairro sofre constantemente assaltos e arrastões. Não podemos ficar parados esperando que o poder público resolva tudo, precisamos nos organizar", disse o presidente da Savima, Cássio Calazans.

PROJETO

O programa de segurança consiste basicamente no monitoramento eletrônico do bairro por meio de câmeras que ficarão espalhadas, inicialmente, no perímetro delimitado pelas ruas Rodésia, Jericó, Harmonia, Inácio Pereira da Rocha e Mourato Coelho. "Nossa ideia, em princípio, é instalar de 150 a 200 câmeras, cobrindo todas as ruas e esquinas dessa área", afirmou o consultor de tecnologia Jhonathas Coutinho, da Angel Security, empresa responsável pela execução do projeto.

Com os equipamentos, as imagens de qualquer movimentação suspeita serão transmitidas para uma central de monitoramento da Angel Security instalada em uma casa do bairro, de onde um agente motorizado será enviado imediatamente ao local da possível ocorrência. De lá, ele confirmará se a situação não passou de um alarme falso ou, ao contrário, acionará a polícia para as devidas providências. A central permanecerá monitorando os acontecimentos.

Os comerciantes que aderirem ao projeto, no caso de ocorrências em seus estabelecimentos, poderão acionar um mecanismo de alarme com botões de pânico, distribuídos em uma espécie de chaveiro. Um botão servirá para emergências relativas a incêndio; outro para roubos; e um terceiro para casos de urgência médica. "O custo da implantação para cada comerciante ainda não foi definido. Estamos em busca de empresas que queiram patrocinar a iniciativa", disse Jhonathas Coutinho.

Além das câmeras e dos botões de pânico, o projeto prevê também a colocação de cartazes nas portas dos estabelecimentos, identificando-os como integrantes do projeto. "É uma forma de inibir as ações criminosas. Esperamos lançar oficialmente o programa até o final do mês, com a presença de autoridades municipais e de órgãos da segurança pública", afirmou Calazans. "Depopois de iniciado o serviço, pretendemos expandi-lo para outras partes do bairro, abrangendo inclusive residências e condomínios", completou Jhonathas Coutinho.

APOIO

Na opinião do superintendente da Distrital Pinheiros da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Enrico Cirillo, o projeto de segurança privada na Vila Madalena tem tudo para dar certo. "O ideal seria contar apenas com a segurança pública. Mas, como sabemos que se trata de um sonho praticamente impossível, um sistema de monitoramento eletrônico é uma solução muito interessante", disse. Segundo ele, comerciantes de ruas comerciais de Pinheiros também estudam a adoção de medida semelhante. "Este serviço sempre apresentou ótimos resultados em condomínios residenciais", afirmou.

O dirigente ressaltou a importância de os comerciantes e moradores participarem das reuniões do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Pinheiros, realizadas na sede da distrital. "Nossa entidade está de portas abertas para todos que quiserem debater projetos de segurança para a região", concluiu Cirillo.



Mais luz no Centro Histórico



O Centro Histórico de São Paulo ficará mais iluminado. O Departamento de Iluminação Pública (Ilume) está instalando luminárias de LED e de vapor metálico no entorno da praça da Sé e do largo São Bento, com o objetivo de estimular a visitação noturna e atender pedidos de associações locais. Com as novas luminárias é possível evidenciar contrastes e cores nos monumentos históricos, além de dar mais segurança e aumentar a sensação de conforto.

Os trabalhos de substituição das lâmpadas foram divididos em etapas. A primeira contemplou a instalação de 20 luminárias na rua São Bento e 70 nas ruas Boa Vista, João Brícola, XV de Novembro, da Quitanda, do Comércio, do Tesouro e Direita. Estas ruas dão acesso a estações de metrĠ e ao Centro Cultural Banco do Brasil, que recebe este mês uma exposição gratuita de obras de Claude Monet, Vincent Van Gogh, Jules Lefebvre, Édouard Manet, Paul Gauguin, Pierre-Auguste Renoir e Toulouse-Lautrec.

As etapas seguintes abragerão as ruas Líbero Badaró, Quintino Bocaiúva, Senador Feijó, Benjamin Constant, e adjacências da praça da Sé, e dos largos São Bento e São Francisco.

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