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Especialistas querem mais PMs em campo

06Jul

Em ) - 2011 2012 30

Acabar com alguns batalhões de polícia. Tranferir a responsabilidade de escoltas de presos para a pasta de assuntos penitenciários. Reduzir o efetivo destinado a assistências policiais. Utilizar a experiência de PMs portadores de deficiência para fazer serviços de radiocomunicação.

Essas são algumas das sugestões apontadas por especialistas para que São Paulo consiga se sentir mais segura, com mais polícia presente na rua.

O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, admitiu que há uma "escalada da violência" em São Paulo. O governador Geraldo Alckmin adiantou que os remanejamentos dentro da Polícia Militar visam colocar nas ruas mais sete mil homens em todo o estado até o final do ano.

No primeiro semestre de 2012, a capital paulista registrou 21,8% de aumento nos homicídios. No estado, o índice subiu para 43% em comparação com o mesmo período de 2011. Nas estatísticas da segurança pública da capital, o crime avançou em dez modalidades.

De acordo com o deputado estadual Major Olímpio Gomes (PDT), a criação de 16 Batalhões e um CPA (Comando de Policiamento de Área) na região metropolitana nos últimos cinco anos não resultou em mais policiais nas ruas. "Na minha época, até 2003, meados de 2004, havia três batalhões na Zona Norte e 3,4 mil policiais nas ruas. Hoje, há cinco batalhões e três mil PMs. Essas novas unidades demandam uma estrutura administrativa e mais policiais saem da rua para atender a essa necessidade", disse.

O parlamentar disse que um projeto de sua autoria está para ser votado na Assembleia Legislativa. "Proponho, como já existe no Rio Grande do Sul, que policiais militares, portadores de deficiência, possam atuar no Copom, atendendo chamadas da população. São homens experientes que podem contribuir e muito com a corporação. E os homens saudáveis seriam lotados para o policiamento nas ruas", disse. Segundo Olímpio, hoje, cerca de três mil PMs deficientes atenderiam a esse perfil.

O deputado também criticou o excesso de policiais militares designados para fazer as chamadas assistências. "Hoje, na Assembleia, temos 126 PMs na assistência. No Tribunal de Contas do Estado, há 80 PMs, além da segurança privada. Na Câmara Municipal da capital, tem mais cerca de 60 homens. Pergunto eu: para quê?"

Olímpio ressaltou que ex-governadores e ex-presidentes da Assembleia Legislativa têm direito à segurança feita por PM. "Por que isso não pode ser feito por particular? De acordo com a matriz organizacional da PM, que estuda a distribuição de efetivo, de sete a 14 policiais em média fazem a segurança de cidades com até 20 mil habitantes. E em São Paulo temos 401 municípios nessas condições. Quer dizer que uma cidade tem menos importância que um prédio de tribunal?", questionou o oficial da reserva.

Olímpio ainda criticou PMs fazendo escolta de presos. "São 30 mil por ano. Absurdo."

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