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Deputados e donos de casas noturnas discutem atuação de seguranças

16Mai

Em ) - 18 a Al

O caso do estudante Guilherme Carvalho Koerich, 18 anos, que teve a perna amputada após ser supostamente agredido pelos seguranças do James Bar, no Batel, no último dia 6, fez com que proprietários de casas noturnas de Curitiba, empresas de segurança privada e o Poder Legislativo discutissem a situação e a regularização da atuação dos seguranças nos bares e boates da capital.

Hoje (15), na Assembleia Legislativa, membros da Comissão de Direitos Humanos da casa, da Associação de Bares e Casas Noturnas do Paraná (Abrabar-PR) e do Sindicato de Vigilantes de Curitiba e Região (Sindivigilantes) se reuniram para tratar sobre recentes incidentes entre as partes e debater novas normas de segurança nos estabelecimentos.

Durante a reunião, a Abrabar-PR defendeu a regularização dos bicos de policiais militares como seguranças de bares e casas noturnas, como já acontece no estado do Rio de Janeiro e São Paulo.

Aqui no Paraná, a prática é proibida pela Polícia Militar. Segundo o presidente da entidade, Fábio Aguayo, os trabalhos por fora sempre foram feitos pelos policiais.

‘Não posso chegar aqui e falar que isso não acontece. Acontece sim e precisamos regulamentar essa situação com base na legislação para normatizar essas questões‘, afirma.

O presidente do Sindivigilantes, João Soares, se diz contrário a regulamentação das atividades paralelas por parte dos policiais. ‘A PM existe para proteger a população e os seguranças para resolver situações em ambientes particulares. São coisas completamente diferentes‘.

Além disso, Soares afirma que os seguranças que trabalham em casas noturnas não são treinados para lidar com situações recorrentes em bares e boates. ‘São verdadeiros leões de chácara. É preciso capacitá-lo‘, diz.

Para o deputado Tadeu Veneri (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, o momento é de colher relatos e ouvir propostas. ‘Hoje não sabemos como é feita a fiscalização dos seguranças nas casas noturnas e nem com que freqüência ela é feita.Também temos que analisar como esses profissionais são capacitados‘, afirma.

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