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Maior ladrão de bancos do país está preso na Nelson Hungria

09Abr

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Rubens Ramalho de Araújo, conhecido como o ‘Lampião moderno’, liderava bando que atacava agências bancárias em cidades do interior e foi preso no último dia 28

Considerado uma das últimas lendas do chamado novo cangaço, o paraibano Rubens Ramalho de Araújo, de 48 anos, o Rubão, foi preso na última quarta-feira (28), após dois anos de investigações da Divisão Especializada de Operações Especiais (Deoesp) da Polícia Civil de Minas. Apontado como líder de uma quadrilha de roubo a bancos, o criminoso era procurado em, pelo menos, dez Estados. Só em Minas, havia três mandados de prisão contra ele. A longa ficha criminal do novo "Lampião" inclui a participação no assalto ao Banco Central de Fortaleza, no Ceará, em 2005, quando foram roubados quase R$ 160 milhões. Conforme consta nas investigações, nas últimas duas semanas, os policiais descobriram que Rubão estava na casa de um primo, na periferia de Palmas, em Tocantins, onde planejava uma ação criminosa. De posse da informação, uma equipe de investigadores seguiu para a cidade na segunda-feira (26). Armados com fuzis e pistolas .40, os policiais se prepararam para o pior, tendo em vista o fato de o suspeito já ter fugido cinco vezes e ter sido resgatado outras duas de presídios. "Foi uma operação cirúrgica. Ele saía da residência em um Honda Civic quando foi abordado, sem chance de reação. Ainda percebemos o momento em que a sua mulher tentou acionar os comparsas dele. No entanto, imaginando que se tratava de policiais maranhenses, eles não conseguiram nos localizar", contou um dos investigadores da 1ª Delegacia Especializada de Repressão a Organizações Criminosas (Deroc), responsável pela ação. Após a prisão, os policiais seguiram de carro em direção a Goiás. Foram seis horas de viagem até o aeroporto de Goiânia, onde eles embarcaram rumo à capital mineira. Rubão foi apresentado à imprensa, em Belo Horizonte. Descontraído, ele disse que é um "pobre coitado" e que não sabia que era procurado. "Isso é fantasia de televisão", afirmou. Entre os crimes pelos quais ele deve responder estão roubo à mão armada e formação de quadrilha, mas Rubão também pode estar envolvido em assassinatos. Ele foi levado para a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

Cangaço
Na liderança de uma quadrilha de pelo menos 15 criminosos, Rubão praticou uma dezena de roubos país afora. Usando armas de grosso calibre, incluindo fuzis e a metralhadora .50, eles tinham como alvo agências bancárias e carros-fortes em pequenas cidades do interior. "Nos crimes, eles rendiam os destacamentos de polícia dos municípios e, depois, atacavam as agências. Só atiravam e matavam quando se sentiam ameaçados. Agiam nos mesmos moldes dos antigos cangaceiros", contou o delegado Márcio Nabak.

Assaltos e mortes em MG
Em Minas, Rubão organizou várias ações criminosas nos últimos três anos, segundo as investigações. Foram dois roubos a carros-fortes, em Ipatinga e Itabira, no Vale do Aço. Numa das ações, dois seguranças morreram. Em Mesquita, na mesma região, o alvo da quadrilha foi uma agência bancária. Rubão também participou do roubo a um banco de São Gotardo, no Triângulo Mineiro, que terminou com a morte do policial militar Vandec Costa da Silva. A maioria dos crimes da quadrilha de Rubão aconteceu na região Nordeste do país. Em 2005, ele esteve junto com os criminosos que praticaram o maior roubo do Brasil, no Banco Central de Fortaleza. "Alegando que sofria de claustrofobia, ele não entrou no túnel que ligava uma casa até o cofre do banco e, por isso, saiu apenas com R$ 5 milhões", contou um dos investigadores. Em São Paulo, ele agiu sozinho num dos maiores shoppings da América Latina, o Iguatemi. Armado com um fuzil, roubou R$ 500 mil de um carro-forte que iria abastecer os caixas de um banco. Em todos os crimes, as ações foram bem-sucedidas.

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