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Fuzil é peça rara

21Nov

Em ) - 15 2011 40%

O estudo da Brigada Militar sobre as apreensões ocorridas neste ano traz uma boa notícia. O número de armas de guerra nas mãos de bandidos no Rio Grande do Sul ainda é pequeno e não se compara a outros Estados, que travam suas próprias batalhas contra o tráfico de drogas. Nos primeiros quatro dias de ocupação das favelas da Rocinha e do Vidigal, no Rio, por exemplo, foram apreendidos 82 fuzis. Bem mais do que os 15 tomados de criminosos que agem em terras gaúchas em 2011 pela BM.

– Percebemos que o trabalho de inteligência, com apoio da comunidade, tem sido o melhor meio de apreender essas armas, que ainda são raras por aqui – avalia o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Sérgio de Abreu.

A exemplo dos fuzis, as submetralhadoras (metralhadoras portáteis) ainda são exclusividade de quadrilhas especializadas em assaltos a banco e carro-forte. Nessas ações, o armamento mais pesado tenta garantir supremacia em relação a forças policiais locais.

– Evitar a proliferação dessas armas é fundamental, para segurança do cidadão e do próprio policial militar durante um enfrentamento – pondera o policial.

Os dados da BM estão em consonância com um levantamento feito pela Polícia Federal sobre as apreensões realizadas pela corporação no ano passado. Das 405 armas tomadas de criminosos, 22% eram revólveres e 40%, pistolas.

– O que vemos no dia a dia é o revólver. E de calibre 38. Apenas quando realizamos investigações de grupos maiores, envolvidos no tráfico internacional de entorpecentes ou em roubos a bancos, percebemos então o uso de armas mais pesadas. O ano passado fizemos apreensões mais significativas de fuzis (47 armas) após investigar armeiros e colecionadores, mas não é o que se encontra nas demais investigações e prisões em flagrante – revela o delegado federal de Repressão ao Tráfico Ilícito de Armas de Fogo, Cristiano Gobbo.

Armas de favelas do Rio não devem chegar ao Estado

As autoridades ouvidas por Zero Hora não temem uma enxurrada de fuzis e submetralhadoras vindas do Rio após a ocupação recente da Rocinha. A expectativa é que as armas de facções que atuam em terras fluminenses não sejam vendidas a bandidos de outros Estados.

– Temos mais preocupação com nossas fronteiras e por isso mantemos uma integração com as polícias dos países vizinhos, como a Argentina – diz o coronel Sérgio.

A avaliação é compartilhada com o comandante-geral da PM do Rio, coronel Erir Ribeiro Costa Filho. Para ele, as armas que não forem tomadas dos bandidos cariocas permanecerão em seu Estado.

– Eles costumam enterrar as armas para que elas não sejam encontradas nas ocupações. Com as apreensões, ganham mais valor na disputa entre facções. Ninguém quer se desfazer – comenta o oficial.

Dos 15 fuzis apreendidos pela Brigada Militar neste ano, sete foram encontrados em Porto Alegre, e outros quatro na região serrana, em Caxias do Sul e Bom Jesus. Eram portados por suspeitos de roubos a banco e tráfico de armas. O restante do armamento foi tomado de bandidos em quatro municípios gaúchos – Garruchos, Santiago, Júlio de Castilhos e Nova Hartz. Já cinco das seis submetralhadoras recolhidas pela polícia foram localizadas na Capital – também houve uma apreensão em Canoas.

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