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Profissionais da segurança alertam contra serviços irregulares de vigilância

07Nov

Há alguns anos, era comum famílias inteiras dormirem sob o som de apitos dos vigias de rua.


Contratados pela comunidade para realizar a “ronda” na madrugada, marcavam presença durante a noite com apitos e assovios. Hoje, a profissão é considerada irregular pela Polícia Federal, que só admite o serviço profissional capacitado. Em Bagé, esses cursos e capacitações são organizados pela Associação de Inativos da Brigada Militar e as aulas ministradas pelo Centro de Formação de Vigilantes - GAT, de Santa Maria.
Alberto Lopes, inativo da Brigada, conta que os vigias estão reduzidos a poucos locais na cidade, e atuam de forma irregular. Ele traça um perfil, afirmando que geralmente são trabalhadores informais, que oferecem a prestação de serviço de segurança na comunidade, sem contar com instruções para exercer a função.
Segundo ele, a alternativa para quem quer contar com proteção extra, é a contratação de vigilantes nas empresas especializadas. Todos os profissionais dessa categoria passam por uma capacitação de 160 horas, onde aprendem, além de defesa pessoal, formas de abordagem em situações de crise, instruções de tiro, além de noções de direito. Além disso, as instruções são renovadas a cada dois anos, juntamente com a Carteira Nacional do Vigilante (CNV), exigida pela Polícia Federal para atuação na área.

Os riscos
Lopes afirma que a contratação de um profissional sem qualificação pode acarretar em riscos para os contratantes. “Eles atuam de forma irregular. As famílias não sabem quem estão contratando, já que eles agem de forma individual, não têm representação nem conhecimentos específicos da área. São informais”, explicou.
Franque Bittencourt, diretor de uma empresa de segurança privada da cidade, é categórico ao afirmar que os profissionais disponibilizados pela empresa no mercado são todos capacitados e possuem a CNV. Ele conta que os vigilantes, além de receberem as instruções teóricas e práticas, ainda passam por avaliação psicológica e têm seus nomes consultados na Polícia Federal, Polícia Civil e Brigada Militar, para reconhecimento de infrações cometidas anteriormente. “A área de segurança privada está muito melhor ultimamente, com a rigorosa atuação da Polícia Federal em cima das empresas e profissionais irregulares. Hoje, as pessoas que contratam o serviço podem contar com qualificação”, afirmou.

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