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Em MT: Uma clandestina para cada empresa regular

23Set

Em ) - 10 13 2013

Para cada empresa de segurança privada atuante em Mato Grosso existe, no mínimo, uma que atua na clandestinidade. A estimativa é da Federação Nacional das Empresas de Segurança Privada e Transporte de Valores (Fenavist), que contabiliza em Mato Grosso 19 empresas autorizadas a funcionar pela Polícia Federal, com cerca de 6.000 vigilantes e algo em torno de 12 mil vigilantes irregulares.

“O grande número de clandestinos se deve ao fato de as penalidades serem muito brandas. Hoje um tomador de serviço não sofre punições por contratar de forma errada”, reclama o presidente da Fenavist, Odair Conceição.

Para ele, tornando a punição mais rigorosa para quem contrata e a fiscalização mais eficiente para as empresas de segurança, os clandestinos teriam dificuldades em permanecer no mercado e buscariam a regularização. “A segurança privada tem sua função social, pois, integrada à segurança pública, transmite sensação de tranquilidade para a população”, assegura Conceição. “E para garantir que seja uma empresa séria é preciso averiguar se funciona com alvará de funcionamento e certificado de segurança expedidos pela PF, e que ofereça profissionais capacitados por escolas de formação autorizados pela PF”, explica.

COPA - O combate à clandestinidade é um dos temas debatidos por 50 representantes de empresas nacionais de segurança privada que estiveram ontem em Cuiabá discutindo a preparação do setor para a atuação na Copa das Confederações de 2013 e na Copa do Mundo de 2014. “Para atender as exigências da FIFA haverá ampliação do serviço de vigilante”, conta o vice-presidente para Assuntos Jurídicos e Institucionais da Fenavist, Salmen Ghazale.

Os eventos esportivos são vistos pelos empresários da segurança privada como oportunidade de negócios. “Hoje a segurança dos estádios de futebol é realizada pelas forças policias e quem paga a conta somos todos nós. Com a modificação da proposta pela FIFA, ao invés da PM retirar mil homens das ruas e colocar nos estádios, quem fará esse papel será os vigilantes. A Polícia Militar permanecerá com seu contingente nas ruas”, compara Odair Conceição. “Assim o custo ficará a cargo do público que for assistir as partidas e não com toda a sociedade, como ocorre hoje. É mais justo”, avalia.

Para o coordenador-geral da Segurança Privada da PF, delegado Clyton Xavier, os eventos promovidos pela FIFA quebram paradigmas e propõem a figura dos “stuart”, segurança privada usada nos estádios na Europa. “Esse modelo já foi testado em Goiânia e teve resultados positivos”, destaca. “Queremos melhorar a qualidade das empresas que capacitam os vigilantes e integrar as forças policias e das empresas de segurança privada. O governo federal enviará ao Congresso Nacional melhorias da Lei 7.102/83 que, disciplina as atividades do setor”, adianta o coordenador do órgão, que é ligado ao Ministério da Justiça.

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