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Comando Nacional dos bancários negocia mais segurança com Fenaban nesta terça

06Set

O Comando Nacional, sob coordenação da Contraf-CUT, coloca nesta terça-feira (6) no centro da mesa do segundo dia da segunda rodada de negociações com a Fenaban o tema da segurança bancária. Uma das prioridades definidas pelos trabalhadores, durante a 13ª Conferência Nacional, é a melhoria da assistência médica e psicológica aos bancários vítimas da insegurança nos bancos.

Para o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr, a falta de segurança nos bancos é um tema que os bancários têm discutido há anos. Esse problema já deveria ter sido resolvido faz tempo, se não fosse o descaso dos bancos.

A categoria também reivindica que as instituições financeiras instalem mais equipamentos de prevenção contra assaltos, sequestros e extorsões. "Com lucros acima de R$ 24 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, os bancos têm recursos de sobra para colocar portas de segurança em todas as agências e antes do autoatendimento, além da implantação de mais câmeras de filmagem internas e externas e vidros blindados nas fachadas", diz Ademir.

Os bancários reafirmaram a proposta de instalação das portas individualizadas de segurança antes do autoatendimento, com pequeno recuo em relação à calçada para colocação de um guarda-volumes para evitar qualquer constrangimento aos clientes. "Queremos segurança em todos os espaços das agências, começando pelo autoatendimento, onde ocorrem cerca de 31% das operações dos clientes", destaca o diretor da Contraf-CUT.

Outra reivindicação importante dos bancários é o adicional de risco de morte no valor equivalente a 30% da remuneração total que o trabalhador recebe no mês. "O problema da insegurança está tão assustador que agora não estamos mais reivindicando um adicional por risco de vida, mas sim por risco de morte", salienta Ademir.

Ataques a bancos

A 1ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pela Contraf-CUT e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), revela 838 ataques a banco no primeiro semestre de 2011, uma média de 4,63 ocorrências por dia. Desses casos, 301 foram assaltos (inclusive com sequestro de bancários e vigilantes), consumados ou não, e 537 arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos (incluindo o uso de dinamites e massaricos).

Outra pesquisa nacional feita pela Contraf-CUT revela que no primeiro semestre deste ano 20 pessoas foram mortas em assaltos envolvendo bancos, uma média de mais de 3 mortes por mês. Das mortes, 11 foram em crimes de %%saidinha de banco%%. A pesquisa também aponta crescimento de 81% das mortes em relação a 2010, quando foram contabilizados 11 óbitos no mesmo período.

"Saidinha de banco"

O diretor executivo do Sindicato de São Paulo, Daniel Reis, destaca que os bancários também estão preocupados com os crimes de "saidinha de banco". Foi reforçada a necessidade da instalação de biombos entre a fila de espera e a bateria de caixas.

Outra reivindicação é a instalação de divisórias entre os caixas, inclusive os eletrônicos, para que os saques em dinheiro sejam feitos com privacidade. "Reafirmos a necessidade de isenção das tarifas de transferência de recursos (TED, DOC e ordens de pagamento), o que, se aprovado pelos bancos, vai reduzir a circulação de dinheiro e combater a %%saidinha de banco%%", explica Daniel.

Os bancários propõem ainda a instalação de caixas eletrônicos somente em locais seguros. "Avaliamos que a solução não é propor o uso de tinta rosa para manchar cédulas, o que já se mostrou ineficiente, ou mesmo incinerar cédulas diante da onda de explosões, mas sim melhorar as condições de segurança para evitar o ataque das quadrilhas", destaca Ademir. Além disso, a Contraf-CUT e a CNTV já cobraram maior controle e fiscalização do Ministério do Exército no comércio de explosivos em todo Brasil.

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