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2011: Ano Internacional dos Afrodescendentes

05Jul


A Organização das Nações Unidas (ONU), elegeu o ano de 2011 para marcar um compromisso político entre todas as nações: erradicar a discriminação a descendentes de africanos. A iniciativa também pretende garantir a promoção do respeito à diversidade e heranças culturais e assegurar que essas populações tenham seus direitos básicos assegurados. Dados da ONU demonstram que pessoas de origem africana estão entre as que mais sofrem com o racismo, além de terem negados seus direitos básicos à saúde e educação de qualidade.

No Brasil, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) está empenhada em envolver toda a sociedade na campanha; “Promover a igualdade racial não é responsabilidade só do movimento negro ou do estado brasileiro, mas de todos. A responsabilidade é coletiva, todos devem sentir-se motivados a realizar ações, por menores que sejam, em prol do país que queremos, um Brasil sem pobreza e sem discriminação”. Esse é o entendimento da ministra da SEPPIR, Luiza Bairros. De acordo com a ministra, é importante a população não negra perceber que a melhoria da qualidade de vida dos negros representa melhoria para todos. “Nesse processo em que o Brasil passa a ser a quinta economia do mundo, o negro não pode ficar para trás”, destacou.

A Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) está engajada nessa mobilização. Nossa categoria é formada por um verdadeiro exército de afrodescendentes. Nem sempre respeitados. Nem sempre reconhecidos por seu valor. Nem sempre motivados.

O presidente da CNTV, José Boaventura, participa de atividades com a SEPPIR para reduzir essas diferenças. Ontem (dia 4), participou de uma reunião onde temas importantes para a categoria estiveram em debate, entre eles, a busca por uma solução para enfrentar os problemas de segurança em lojas e supermercados.

“O maior problema é que a maior parte das grandes lojas têm fiscais de piso em lugar de seguranças”, comenta Boaventura. Fiscais de piso são profissionais que se dedicam a proteger o patrimônio (as mercadorias) e não os clientes ou os trabalhadores da lojas.

Do encontro na SEPPIR surgiu a ideia da abertura de uma mesa de negociações com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

Nesta terça-feira (5), um novo encontro na SEPPIR terá como foco a questão da alteração da Lei 7.102 que trata de segurança privada. “A ideia é melhorarmos a relação dos vigilantes com os clientes e dos clientes com os vigilantes”, disse Boaventura. Ele lembra que a categoria está empenhada em ampliar o debate sobre questões relacionadas a direitos humanos. “Foi por nossa iniciativa que, em 1995, a disciplina sobre Direitos Humanos foi inserida no curso de formação de vigilantes”, recordou.

Boaventura disse que a meta, agora, é melhorar a relação com clientes que normalmente são tratados como “de segunda classe” por alguns lojistas, como afrodescendentes, pessoas com necessidades especiais e dos próprios vigilantes -que em alguns casos são tratados como profissionais “menores” - com os patrões e os clientes.

"Queremos a humanização dos serviço de vigilante nas lojas e defendemos mudanças como, por exemplo, a utilização de armas não letais nos corredores das lojas, dos shoppings e dos supermercados”, diz o presidente da CNTV.


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