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Vigilante doa rim para salvar a vida da mãe

20Jun

Para aliviar a dor da mãe que há oito anos fazia hemodiálise, o vigilante Carlinhos Rodrigues Chaves, 40 anos, doou um dos seus rins. A família percorreu três outras cidades antes de chegar à Santa Casa de Campo Grande, No Mato Grosso do Sul, onde enfim dona Luz Divina Maria Chaves, 62 anos, conseguiu fazer o transplante. De Campo Grande até Jarú, onde mora no interior de Rondônia são 2.300 quilômetros, trajeto que para ser feito de carro demora 38 horas.

A primeira vez em que Carlinhos esteve na capital sul-mato-grossense foi para fazer exame de compatibilidade e voltou há uma semana para transplantar o órgão. "O sonho dela era não fazer mais hemodiálise que comprometia sua qualidade de vida. Ela sofria muito. Ela me deu a vida e o rim não me custa nada. Não sinto diferença nenhuma, a sensação é a mesma de antes da cirurgia", conta.

Além do vigilante, a aposentada Luz Divina Maria Chaves, 62 anos, tem outros seis filhos. Carlinhos acredita que a falta de doadores está associada à falta de informação. "Muitos parentes deixam de doar às suas famílias, em vida, também porque sentem medo", acredita.

De janeiro até o último dia 14 de junho deste ano, o setor de Nefrologia da Santa Casa de Campo Grande fez sete transplantes de rins, todos de doadores vivos, que passaram por uma série de exames para constatar a compatibilidade, antes da cirurgia.

Desde abril de 2011, toda semana tem ao menos um doador vivo e uma cirurgia de transplante. Pelo menos 12 transplantes deixaram de ser feitos com rins de doadores mortos, em sua maioria politraumatizados. Os rins doados atenderam transplantados em outros estados.

Segundo a médica nefrologista, Thais Vendas, para utilizar os rins de cadáveres, seria preciso o suporte de uma equipe de 14 médicos para atuar no pós-operatório como parte de uma Unidade de Transplante Renal, com atuação em regime de 24 horas, ao contrário de transplantes vivos, quando há tempo para estudos de compatibilidade e é possível agenda.


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