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Vereador desiste de projeto que proíbe celulares em banco

14Jun

Em ) - 10 2010 a

O vereador Souza Neto (DEM) desistiu do projeto que proibia o uso de celulares em agências bancárias de Santa Cruz do Rio Pardo.

A proposta já tinha sido adiada no mês passado e caminhava para a rejeição. Souza, então, solicitou a retirada do projeto. “Vamos deixar uma porta aberta para que os bandidos entrem. A responsabilidade não será minha, pois apresentei o projeto e, infelizmente, não está tendo a aceitação que esperava. Estou cumprindo minha missão”, advertiu o vereador.

Enquetes de emissoras de rádio de Santa Cruz mostraram que a população rejeitou a proposta.

“Eu não gosto de colocar grades na janela de minha casa ou pagar vigilantes nas ruas. Mas é uma questão de segurança para minha própria família”, disse Souza Neto, quando subiu à tribuna para anunciar a retirada do projeto.

Ele lamentou que a proposta já vigora em vários municípios e, em âmbito estadual, no Rio de Janeiro.
O maior problema, segundo Souza Neto, são as chamadas “saidinhas” dos bancos, quando ladrões informam comparsas, de dentro das agências, sobre quem teria feito saques expressivos. Do lado de fora, o cliente é assaltado.

Souza insistiu que este tipo de golpe já ocorreu em Santa Cruz.

opinião da CNTV

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) lançaram, no final do ano , em Salvador, o modelo de projeto de lei municipal que visa a combater os crimes de "saidinha de banco".

"Nosso objetivo é levar o projeto para as Câmaras Municipais de todo país, buscando proteger a vida de vigilantes, bancários e clientes", destaca o presidente da CNTV, José Boaventura Santos. "Conforme notícias da imprensa, registramos 23 mortes em assaltos envolvendo bancos em 2010, uma média de duas vítimas fatais por mês, sendo nove em saidinhas de banco", alerta.

"Não é proibindo o uso de celulares no interior dos bancos que se impedem terceiros de visualizar os saques de dinheiro dos clientes, mas sim reforçando a estrutura e os procedimentos de segurança dos estabelecimentos", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

"Os bancos precisam fazer a sua parte, melhorando as precárias condições de segurança privada nos estabelecimentos, assim como os governos devem investir mais na segurança pública, a fim de proteger efetivamente os trabalhadores e a sociedade", diz Boaventura.

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