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Mais de mil armas do setor de segurança particular foram roubadas no Rio, diz PF

14Jun

Em ) - 10 13 3 mil

O superintendente regional da Polícia Federal no Rio, Valmir Lemos de Oliveira, e alguns delegados prestaram esclarecimentos sobre a fiscalização da compra de armas por pessoas físicas e para empresas de segurança na CPI (Comissão Parlamentar de Inquéritos) das Armas da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado Rio de Janeiro) nesta segunda-feira (13).

O chefe da Delegacia de Controle da Segurança Privada, Carlos da Silva Oliveira, informou que nos últimos dez anos o setor de segurança particular no Estado adquiriu 10.095 armas. Desse total, 1.402 foram furtadas ou extraviadas.

O superintendente da PF afirmou que a fiscalização é importante para que as armas compradas pela empresas não sejam desviadas.

- A segurança privada não deixa de ser um complemento do trabalho feito pela segurança pública. As empresas de segurança privada podem adquirir armas de calibres controlados para efetuar a segurança e transporte de valores.

O presidente da CPI, o deputado Marcelo Freixo (PSOL), destacou que a fiscalização da PF é incompatível, já que o Rio tem apenas 1.100 agentes para fiscalizar 242 mil vigilantes armados em todo Estado.

Freixo ainda lembrou que o número de vigilantes particulares é bem superior ao efetivo da Polícia Federal no Rio, o que pode gerar uma desproporção entre a segurança complementar e o trabalho realizado pelos agentes públicos.

Destruição de armas

Há duas semanas, o responsável pela sessão de fiscalização de produtos controlados da Primeira Região Militar, capitão Ewerson Santos Ribeiro, disse à CPI que a capacidade de destruição de armas do Exército é superior à capacidade de envio de material pela Polícia.

Ribeiro admitiu que a capacidade do Exército ainda é ociosa, mas que já está sendo feito um trabalho em conjunto com a Polícia Civil para acelerar o processo de destruição de armamentos.

Ele destacou que o Exército estuda a aquisição de um sistema para a eliminação de munições e armas de fogo, que destrói 300 armas e cerca de mil munições por dia.

Investigação

Desde março deste ano, um grupo de deputados estaduais, comandados pelo parlamentar Marcelo Freixo (PSOL), investigam o tráfico de armas, munições e explosivos e sua utilização por traficantes de drogas, milicianos e outros bandos, quadrilhas ou organizações criminosas. A CPI das Armas estima que a média de apreensões de armas no estado do Rio de Janeiros seja de 13 mil por ano.



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