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Vigilante de banco confessa à polícia que teve intenção de balear cliente no Rio

07Jun

Em ) - 15 a acordo


O segurança de uma agência bancária em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que atirou contra um cliente, confessou à polícia que tinha intenção de fazer o disparo na perna do homem. A informação é do delegado da 62ª DP (Imbariê), Hilton Pinho Alonso, que ouviu os depoimentos nesta quinta-feira (2) e também viu as imagens do circuito interno de segurança do banco.

O tiro acertou o pescoço do cliente, que está internado no o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna. Para o delegado, a alegação do vigia não tem lógica. Ele afirma que não houve luta corporal entre os dois envolvidos. O episódio ocorreu às 12h15 de quarta-feira (1º).

“Ele disse que no momento de rapidez, a intenção era atirar para baixo, mas como foi muito rápido, acabou acertando o pescoço. É estranha a alegação porque a arma geralmente fica na cintura, então quando você tira a arma, ela já está em direção ao chão. Apontar para cima é muito mais trabalhoso do que para o alto. Essa afirmação está estranha”, disse ele ao G1, nesta sexta-feira (3).

O vigia foi preso em flagrante, por tentativa de homicídio. O baleado, de acordo com a Secretaria estadual de Saúde, passa bem nesta sexta. Ele continua estável, lúcido e orientado. Ainda não há previsão de alta.

Entenda o caso
Segundo a polícia, o cliente falava ao celular quando foi barrado pela porta giratória. Ele teria se recusado a entregar os objetos para que a porta fosse liberada.

Através das imagens, a polícia constatou que o cliente baleado, ao ser impedido de entrar no banco, travou a porta giratória durante seis minutos e não deixou os outros clientes entrarem na agência. “Ele tentou segurar a porta como uma forma de protesto, como pirraça, as pessoas saíram nervosas, bateram boca, acabou criando a agressão”, explicou o delegado.

Hilton Pinho disse que o homem chegou a brigar com os outros clientes, fora da agência, na calçada. Depois da briga, o cliente teria entrado na agência para tirar satisfação com o segurança, que teria reagido e atirado. Não houve luta corporal entre eles, pois o vigia teria atirado antes.


As imagens, de acordo com o delegado, mostram apenas até o momento em que o homem entra novamente na agência. Não há imagens do momento do disparo. “Pedimos novas filmagens. A gente não sabe se houve ponto de sombra ou erro na hora de enviar”, disse ele.

Mas o delegado afirmou que as novas imagens não mudarão os fatos, pois não houve nenhuma contradição nos depoimentos. O caso agora está na 60ª DP (Campos Elíseos).

Hilton Pinho alega que somente o fato de o segurança ter efetuado o disparo dentro de uma instituição pública, com clientes dentro, já é motivo de o caso ir para a polícia. “Não era um bando de gente em cima dele”, afirmou, ressaltando que o tiro não foi acidental.


VISÃO DA CNTV

A CNTV lamenta o incidente e lembra a tensão vivida pelos vigilantes nas portas das agencias. Temos problemas cada vez mais graves, como o crescimento dos crimes no interior dos bancos, seja através de ataques diretos, saidinha e outros golpes.

O crescimento das medidas equivocadas, como a proibição de celulares nos bancos, ao invés de criar um ambiente de cooperação entre vigilantes e clientes, acirra a relação.

Por seu turno, os bancos continuam sem criar mecanismos de diálogo entre entre clientes e vigilantes, a exemplo de avisos e regras sobre o uso e papel da porta de segurança, transferindo para o vigilante, unicamente, o centro do conflito.

No caso acima, o cliente já chegou à agência estressado. As imagens demonstram que ele brigou e discutiu com clientes antes mesmo de entrar na agência.

Não sabemos em que condições esse cliente se dirigiu ao vigilante. Evidentemente, não acreditamos na violência como forma de solução de conflitos. Mas é preciso agir com cautela antes de, simplesmente, condenar uma pessoa, um profissional ou uma categoria. Para melhorar a relação entre os clientes e os vigilantes ,defendemos medidas simples como: Devemos entao defender: 1- folderes e avisos fixados nas entradas das agências acerca do uso e papel da porta de segurança; 2- adoção do projeto da Contraf/CUT e CNTV para combater a saidinha bancária; 3- apoio psicológico para os vigilantes providenciado pelas empresas

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