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Barco com mais de 100 pessoas afunda no Lago Paranoá, em Brasília

23Mai

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Equipes de resgate buscam pelo menos sete pessoas desaparecidas no naufrágio de um barco no Lago Paranoá, em Brasília. O acidente ocorreu na noite deste domingo, por volta de 20h30m. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 94 pessoas foram resgatadas. A mãe do bebê, Valdelice Fernandes, de 34 anos, está entre os desaparecidos. Os resgatados foram encaminhados para hospitais da região, onde três ficaram internados. A lista de passageiros da embarcação não foi localizada e, portanto, não é possível saber o número exato de pessoas que estavam na embarcação. Uma das hipóteses é que ela tenha afundado com o barco.

Airton Carvalho Maciel, comandante do barco, disse que 79 passageiros e 11 tripulantes estavam a bordo, mas não sabia se havia mais pessoas, que podem ter entrado como "penetras" da festa, cujo valor de entrada era de R$ 60.

O barco, que afundou próximo à ponte JK, partiu do clube Cota MIl por volta das 19h e foi buscando pessoas em diversos pontos do lago, o que dificulta a identificação.

Maciel afirmou que, duas horas depois de os passageiros terem embarcado, o gerador parou de funcionar e o motor desligou.

- Aí vi que não dava para fazer mais nada - afirmou.

O barco, de nome Imagination e propriedade particular, era usado principalmente para festas. Um advogado do dono do barco, que foi identificado como Marcos José de Almeida, disse que a documentação e a manutenção estavam regulares. O dono teria dito que havia 125 coletes salva-vidas a bordo, mas os passageiros não tinham colocado. Pessoas que estavam na embarcação dizem que havia cerca de 20 coletes.

Muitos dos passageiros conseguiram boiar ou se apoiar em restos da embarcação. Outros nadaram até a margem, uma distância de no mínimo 400 metros, embora ainda não se saiba o ponto exato do acidente. A profundidade é de cerca de 17 metros.

A polícia vai investigar os motivos do naufrágio, que serão identificados somente após uma perícia técnica. As primeiras suspeitas apontam para a superlotação no barco.

Segundo o relato de uma das vítimas, uma lancha teria passado perto do barco, provocando ondulações no Lago Paranoá. Os passageiros então ficaram correndo de um lado para outro dentro do barco, o que teria piorado a situação. O comandante do barco, porém, descartou que o barco tenha sido atingido por lancha.

O estudante Mateus Lior disse que foi tudo muito rápido.

- Era muita pressão da água puxando para baixo.

A Marinha informou que a documentação do barco estava regularizada e abriu inquérito administrativo para apurar as causas do naufrágio.

Três lanchas, dois barcos e 25 mergulhadores participaram dos trabalhos de resgate até 2h30m da madrugada desta segunda e retomaram os trabalhos por volta de 6h. A equipe de resgate estava baseada na sede do clube da Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade) e enfrentou muita dificuldade, já que o local estava muito escuro, além de muito frio. A temperatura, nesta manhã, era de 15 graus. Além de dois helicópteros, cerca de cem agentes dos bombeiros trabalham nas buscas.

Há exatamente um ano, o naufrágio de uma lancha no mesmo Lago Paranoá resultou na morte de duas irmãs. Perícia indicou que a superlotação provocou o naufrágio. Com capacidade para seis pessoas, a embarcação levava 11 passageiros. O piloto, José da Rocha Costa Júnior, foi indiciado por homicídio culposo.



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