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Jornada de luta exige mais segurança

20Mar

Em ) - 10 2011 a

Os sindicatos de bancários e vigilantes realizam nesta quarta-feira, 21 de março, Dia Nacional de Luta por Mais Segurança nos Bancos. Convocado pela Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), o Dia terá três temas centrais: 1) contra a retirada das portas giratórias, com detector de metais; 2) combate ao crime “saidinha de banco”; e 3) proteção da vida de trabalhadores, clientes e usuários.

A Jornada de Luta deste dia 21 se insere na Campanha por Mais Segurança nos Bancos, lançada pelo Sindicato em abril do ano passado. Nesses 11 meses, o modelo de projeto de lei que trata da instalação de novos dispositivos, elaborado pela Contraf-CUT em parceria com a CNTV, já foi apresentado em 36 cidades da base. Em sete, o projeto foi aprovado pelos vereadores; em três, já é lei. A mobilização do Sindicato, inclusive, tem resultado em instalação de portas giratórias em agências do Itaú, que no dia 10 de fevereiro último anunciou a retiradas das portas em todo o país. Mas, pressionado, instalou as reclamadas portas nas cidades de Paulínia, Itatiba, Hortolândia e, mais recentemente na agência Ário Barnabé em Indaiatuba, depois de ser assaltada no dia 23 de fevereiro e da paralisação dos serviços no dia seguinte; no dia 26, a porta foi instalada. Lamentalvelmente, o Itaú retirou a porta giratória em Mogi Mirim.

“O Itaú aposta na insegurança. Não existe lei municipal, é verdade. Mas é necessária uma lei para o Banco oferecer segurança aos trabalhadores, clientes e usuários? Será que o Itaú está esperando a cena de Indaiatuba se repetir em Mogi Mirim?, indaga o diretor regional do Sindicato, Vagner Mortais, responsável pela subsede de Mogi Guaçu.

Papel da PM não é segurança privada

Apesar da alta lucratividade, os bancos investem pouco em segurança. Estudo feito pela subseção do Dieese na Contraf-CUT, com base nos balanços publicados de janeiro a setembro de 2011, os cinco maiores bancos do país - Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Caixa Federal, que lucraram no período R$ 37,9 bilhões, destinaram apenas R$ 1,9 bilhão em despesas com segurança e vigilância. A prova desse descaso, do baixo investimento, é a retomada dos assaltos. Diante de tanta insegurança - ataques a caixas eletrônicos, “saidinha de banco” e agências sem portas com detector de metais – a Polícia Militar criou uma operação denominada “ronda bancária”, na qual dois PMs são obrigados a patrulhar diariamente sete agências bancárias.

“Essa medida, válida em todo o Estado de São Paulo, não resolve o problema da falta de segurança. Sem falar que há um conflito entre o interesse público e o privado. Cabe aos bancos oferecer efetiva segurança em todas as suas dependências. À Polícia Militar cabe o monitoramento, a segurança dos espaços públicos”, ressalta o presidente do Sindicato, Jeferson Boava.

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