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Seguranças privados atuarão em conjunto com policiais militares, civis e federais nos jogos do Mundial de 2014

19Dez

Em ) - 10 2014 a

É de um gaúcho a responsabilidade de traçar, no Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014, todo o plano de segurança dos estádios nos jogos do Mundial. Hilário Medeiros, 49 anos, trabalha em um modelo inédito para 2014. A cada jogo no Beira-Rio, cerca de mil policiais vão se somar a outros 1,4 mil seguranças privados em um trabalho integrado. Será quase cinco vezes mais do que a quantidade de policiais militares empregada em um Gre-Nal decisivo – cerca de 500 homens.

Àfrente de uma equipe de 10 pessoas que deve subir a 50 nos próximos dois anos, Medeiros trabalha desde 2009 em conjunto com governos federal e estaduais delineando as necessidades de segurança para a Copa. Os profissionais que estarão a cada jogo no Beira-Rio farão tarefas como a segurança normal, nas arquibancadas, a orientação dos locais dos assentos para a torcida e a revista também fora do estádio.

Durante a Copa, o torcedor não verá brigadianos com cachorros à beira do campo ou nas arquibancadas: a Brigada Militar terá grupos posicionados em locais discretos e estratégicos. Vai agir apenas em caso de uma confusão maior entre torcedores, ou para realizar uma prisão.

– É como em um shopping ou em um teatro. Se há um assalto, a segurança privada faz a contenção em um primeiro momento, mas quem prende é a polícia militar – explica Medeiros.

Na quinta-feira, o Estado definiu que a proporção de policiais nos jogos da Copa também será maior, apesar do reforço privado. Haverá um policial – contando militares, civis e federais – para cada 50 torcedores. Segundo o coordenador de Segurança Pública do Comitê Gestor gaúcho para o Mundial, coronel Erlo Pitrosky, os jogos da Copa têm um grau bem maior de exposição.

– Precisamos de atenção redobrada para não colocar a imagem do país em risco – afirma Pitrosky.

Aposentado há dois anos e meio, Medeiros atuou por mais de 20 anos na Polícia Federal, pela qual fez a segurança dos presidentes Fernando Henrique e Lula em eventos – o gaúcho fez cursos de proteção de autoridades no Canadá e na França. Nos Estados Unidos, foi treinado pela CIA para atuar em grandes eventos, como no Pan-Americano de 2007, no Rio, quando coordenou a segurança.

Na ocasião, seu grupo atuou em favelas dos complexos do Alemão e da Maré, identificando líderes comunitários e tentando uma aproximação com a comunidade que, depois, foi aprofundada pelos projetos de Unidades de Polícia Pacificadora do governo do Rio.

– Nossa tarefa não era proteger a cidade do Rio, mas os jogos. E conseguimos, com ações pontuais – conta Medeiros.

rodrigo.muzell@zerohora.com.br

RODRIGO MÜZELL EDITOR DE COPA

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