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Otan já prepara operação militar na Líbia nesta sexta-feira

18Mar

Em ) - 15 a acordo

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), braço militar da ONU, deve realizar uma reunião nesta sexta-feira para decidir como será a operação militar na Líbia. Na noite desta quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a criação de uma zona de exclusão aérea no país árabe, a fim de evitar perdas civis com o conflito entre as forças do ditador Muammar Kadafi e os oposicionistas.

França, Reino Unido e Estados Unidos devem liderar as ações estratégicas da intervenção. De acordo com fontes das agências internacionais, militares da Otan já decidiram que as bases aéreas italianas serão usadas como ponto de partida dos aviões da organização. A França confirmou que vai participar de uma operação militar na Líbia e indicou que as ações ocorrerão em "algumas horas". "Os ataques acontecerão rapidamente", antecipou o porta-voz do governo francês, François Baroin.

A Royal Air Force britânica também já se prepara para contribuir para a aplicação da resolução da ONU. O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, presidirá nesta sexta-feira uma reunião de seu gabinete e fará uma declaração sobre o tema na Câmara dos Comuns.

Zona de exclusão aérea - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) autorizou na quinta-feira uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e "todas as medidas necessárias" - código para ação militar - para proteger os civis contra as forças do ditador Muamar Kadafi. Também impõe uma "proibição a todos os tipos de voo" sobre o país, segundo uma cópia do rascunho da resolução divulgada na tarde desta quinta-feira.

Dez dos 15 membros do Conselho votaram a favor da resolução na noite desta quinta. O Brasil, ao lado de China, Rússia, Índia e Alemanha, não se posicionaram. Não houve votos contra a medida, que foi elaborada por França, Grã-Bretanha, Líbano e Estados Unidos. A proposta destaca que a proteção internacional deve ser estendida ao bastião rebelde de Bengasi.

O texto conclama ainda todas as nações árabes a "cooperaram" com a implementação da zona de exclusão aérea e com todas as demais ações que vierem a ser adotadas contra Trípoli.

A decisão foi tomada um mês depois do início dos protestos pela derrubada do ditador, e uma semana após Kadafi ganhar terreno, em uma ofensiva que retomou diversas cidades do oeste da Líbia das mãos da oposição e chegou às portas de Bengasi, a capital rebelde.

Reservas - Tanto a Alemanha quanto a China manifestaram reservas em relação à criação da zona exclusão aérea na Líbia, aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) na noite desta quinta-feira.

Para o governo alemão, uma intervenção militar na Líbia representa um risco "considerável". Nenhum soldado do país participará da ação, declarou nesta sexta-feira o ministro de Relações Exteriores Guido Westerwelle.

A China também se declarou contrária à ação da ONU. "Nos opomos ao uso da força em relações internacionais e temos sérias reservas com relação a parte da resolução", destacou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Jiang Yu.

Ambos os país se abstiveram na votação que decidiu a criação da zona de exclusão aérea, na noite desta quinta-feira.

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