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CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE SEGURANÇA

21Fev

Em ) - 10 15 2010

Por Reinaldo Franco

A preocupação com a segurança é uma das questões que mais afligem os brasileiros na atualidade. É cada vez maior o número de pessoas que investem em formas para aumentar a sua proteção, seja em estabelecimentos comerciais, residências, empresas, entre outros lugares. Os investimentos vão desde a contratação de profissionais especializados até a instalação de equipamentos tecnológicos de última geração e sistemas de monitoramento, fazendo com que o mercado de segurança privada cresça 14% ao ano. Só em 2010, a previsão de faturamento anual do setor foi de R$ 15 bilhões e o número de vigilantes contava com 450 mil homens, ultrapassando o contingente de policiais militares que é de 350 mil soldados, segundo dados da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (FENAVIST) e Polícia Federal.

Apesar dos avanços na área de segurança privada nunca teremos uma proteção de 100%, mas podemos melhorar. Para que a segurança traga resultados positivos, de nada vai adiantar os investimentos tecnológicos se não houver a participação de toda a sociedade. Cada um deve ficar atento aos pequenos detalhes de seu cotidiano, que podem fazer a diferença, para inibir a ação de criminosos. Não deixar portão aberto enquanto lava o quintal; evitar conversar do lado de fora do portão, principalmente no período noturno; prestar atenção em movimentos estranhos ou carros desconhecidos perto de sua vizinhança; suspender a entrega de jornais e revistas e não esquecer-se de avisar ao um vizinho de confiança, quando for se ausentar por um período, entre outras ações.

Em nossa comunidade, localizada na zona Oeste da Capital paulista, criamos a Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes (APRPP), que, neste ano, tem como principal meta oferecer mais tranquilidade aos moradores da região. Para isso, vamos atuar em várias frentes: intensificar a ronda ostensiva com vigilantes contratados, apostar em sistema de monitoramento com câmeras e investir na conscientização e educação dos residentes do Parque. Além dos moradores, nossos programas de treinamento incluem até os trabalhadores domésticos, os prestadores de serviços e os funcionários da própria associação.

Também reforçamos a nossa parceria com o policiamento militar e civil da região. Acreditamos que a união de esforços gere frutos positivos aos cidadãos de bem. Sabemos que a segurança é responsabilidade do Estado, mas também compreendemos que o poder público tem suas limitações. Todos podem contribuir um pouquinho e assim melhorar a nossa qualidade de vida.

Muitos especialistas da área de segurança já estão programados para debater o tema com os moradores de nossa região. A ação tem o objetivo de informar, esclarecer, além de fazer uma radiografia de nossos cuidados com segurança. Felizmente, num levantamento realizado pela APRPP em 2010, constatamos que os índices de violência no Parque dos Príncipes estão bem abaixo dos dados das regiões circunvizinhas. Os números de furtos e roubos em residências no Residencial foram de, respectivamente, 4 e 2.

Já nos bairros vizinhos a proporção é inversa, nos últimos três meses do ano passado ocorreram 44.453 furtos e 27.222 roubos, de acordo com levantamento do Infocrim – Sistema de Informações Criminais da Polícia e do RDO - Registro Digital de Ocorrências, órgãos pertencentes à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. A pesquisa ainda informa que a zona Oeste de São Paulo concentra 22,5% dos roubos e furtos a residências com 563 casos em 2010. Realidade que afeta grande parte da população, atingiu recentemente o secretário de Transportes e Logística do Estado de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, morador da região, que foi vítima de assalto em sua casa, isso sem contar os casos que não tomamos conhecimento.

Quando ocorre um assalto em que a família É feita refém dos criminosos, o nosso sentimento é de impotência. Nossa moradia, que até então era considerada um refúgio, um lugar seguro, impera um clima de intranquilidade. Os prejuízos não são apenas materiais, em muitas situações, deixam danos psicológicos praticamente irrecuperáveis. Por isso a conscientização é fundamental! Depois “não adianta chorar o leite derramado”, já dizia o dito popular. Temos que estar cientes de que, em muitas vezes, a violência acontece por descuidos de nós próprios moradores.

Para garantir a integridade da nossa família e dos nossos filhos, devemos refletir se a privacidade individual deve ficar em segundo plano, apesar da oposição de alguns. Este é o preço que devemos pagar pela necessidade de maior segurança. O anseio dos moradores do Parque não difere da maioria da população. Juntos podemos procurar melhores soluções para viver com mais tranquilidade. Todos devem ser agentes da segurança e acionar mecanismos inibidores ao nosso alcance, públicos ou privados. Nós somos os maiores responsáveis pela nossa defesa.
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* Reinaldo Franco é morador do Residencial Parque dos Príncipes (Butantã, São Paulo) e ocupa o cargo de presidente da Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes (APRPP) www.parquedosprincipes.com.br.

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