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A Greve dos Vigilantes do Paraná continua

02Fev

Em ) - 10 13 15

Em Londrina e Região, greve dos vigilantes tem 100% de adesão

O Sindicato dos Vigilantes de Londrina e Região informou no começo da tarde que a greve dos vigilantes teve 100% de adesão na cidade. Os grevistas estão fazendo algumas manifestações em frente às agências bancárias, mas sem grandes tumultos.

Segundo o presidente do sindicato, Orlando Luiz de
Freitas, a última agência aberta era a localizada no Super-Muffato, na Avenida Duque de Caxias, no Bairro Igapó, zona Sul de Londrina, mas estava sendo fechada. “ Fechado este, temos 100% de adesão”, disse Freitas.

A categoria reivindica inflação salarial, mais 5% de ganho real, ticket alimentação para os 30 dias, aumento no valor de risco de 10% para 30% e cesta básica.

De acordo com Freitas, não houve contraproposta dos
bancários para as reivindicações, apenas uma proposta de aumento inflacionário de 6,43%, que elevaria o piso de R$ 996,00 para R$ 1060,00. Diferença pouco expressiva para a categoria segundo Freitas.

Não há previsão para o retorno aos trabalhos pelos grevistas. Freitas confirma que, pela lei, nenhum banco pode abrir sem vigilantes, o que respalda a paralisação. “Nossa proposta de greve é por tempo indeterminado. Enquanto os patrões não cederem às nossas reivindicações continuaremos em greve”, alertou Freitas.

De acordo com a Lei Nº 7.102, qualquer estabelecimento
financeiro deve ter no mínimo dois vigilantes para poder funcionar.

O Sindicato dos Vigilantes de Londrina e Região atende
cerca de 90 municípios na região de Ivaiporã,Apucarana,
Arapongas, Cornélio Procópio, Wenceslau Braz e Londrina.

Negociações

Em assembleia geral realizada na última quarta-feira,
dia 26, os vigilantes de todo o Estado decidiram entrar emgreve. A data de início das paralisações começou ontem(1), a princípio por tempo indeterminado.
Desde o mês de dezembro a categoria está em negociação
por reajuste salarial, mas os empresários não napresentaram nenhuma proposta consistente para satisfazer às reivindicações dos vigilantes.

Na noite de ontem, o Ministério Público do Trabalho (MPTPR) mediou uma proposta de reajuste em 7% no piso salarial, com vale refeição de R$ 14 e adicional de risco de 13%.

Esta tentativa de acordo entre empresários e vigilantes não resultou em acordo. Os empresários não aprovaram a proposta e não formalizaram uma contraproposta aos trabalhadores.

O patronal continua irredutível no reajuste do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para o piso da categoria, no adicional de risco de vida e no vale refeição.

A proposta mínima da categoria é que haja um aumento de
5% além da reposição do INPC no piso salarial, mais uma
elevação de 5% no adicional de risco de vida, 15% sobre o piso e um aumento no vale refeição de R$ 12 para R$ 15.

O MPT-PR mediou, na tarde desta quarta-feira (2), a segunda audiência entre o Sindesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná), a Fetravispp (Federação dos Vigilantes do Paraná ) e o Sindivigilantes (Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região ).

A proposta apresentada ontem (1) pelo procurador do
trabalho Alberto de Oliveira Neto foi rejeitada pelo sindicato patronal, de acordo com o representante da Sindesp, o advogado Hélio Gomes Coelho Junior. Sendo assim, o sindicato profissional afirmou que o movimento paredista será mantido até que haja uma nova negociação.

O procurador do MPT alertou aos sindicatos para observarem o princípio da liberdade sindical e afirmou que o MPT irá atuar em caso de atos antissindicais. A proposta negada incluía o ajuste de 7% do piso salarial com o adicional de risco em 13% sobre o salário, além do aumento do vale-alimentação para R$ 14.

A greve dos vigilantes patrimoniais engloba os setores de indústria, comércio, órgãos públicos e privados e o sistema financeiro, como bancos, cooperativas de crédito, entre outros.

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