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Mulheres Invadem o Setor de Segurança

28Jan

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Se alguém ainda tinha dúvidas, a posse da Presidente Dilma Roussef as dirimiu todas: hoje há mulheres plenamente capacitadas a escoltar altas autoridades.
Flávia Bastos (30 anos); Leila Laranja (41); Cristiane Costa (47); Ana Paula Paes Leme (38); Jane Dantas (47) e Lícia Seibt (33), acompanhando a pé o carro de Dilma, mostraram isso.

Elas encorajaram ainda mais as 60 mil agentes legalizadas em ação na Segurança Privada Brasileira, que já conta com 450 mil profissionais.

O Setor de Segurança Privada é um dos que mais cresceram em contratações em 2.010, com um incremento em torno de 20% sobre 2.009.Além dos benefícios de praxe, o salário mínimo do setor, hoje, é de R$1.050,00 (o dobro do mínimo do País), e horas extras podem engordar os ganhos.

Mulheres Descobriram as Vantagens do Segmento

A carreira é atraente já desde o seu início, especialmente para quem não tem uma profissão definida e não pode esperar o longo tempo o retorno que investimentos em outras carreiras exigem: a preparação básica da agente demanda 16 dias de treinamento intensivo (160 horas), o que já lhe propicia a necessária licença da Polícia Federal.
Depois, a agente pode melhorar sua remuneração através da especialização: boas seguranças de shopping são diferentes das de hospitais, de shows, bancos, escolas, VIPs, aeroportos, etc... A agente especializada tem preferência e um salário melhor.
Depois disso, ela pode tornar-se uma agente especial, uma supervisora de segurança, uma gerente e por aí vai.O salário pode chegar à casa dos R$8 mil.

Outra motivação é a saúde física que a profissão propicia.Por dever de ofício, as agentes aprendem a se alimentar com mais qualidade e precisam malhar cotidianamente para estarem bem preparadas em termos de resistência, agilidade e precisão de movimentos.

Onde Elas Valem Mais
Há muitas áreas em que a mulher trabalha ao lado do homem na segurança: shopping, indústrias, lojas, escolas particulares, casas noturnas, shows, condomínios de luxo, eventos, metrô, etc...

Mas há trabalhos em que a mulher tem maior presença, detendo entre 40% e 60% das oportunidades, como maternidades, escolinhas, creches, parques temáticos, setores femininos de clubes, locais de lazer infantil, cinemas, teatros, turismo da terceira idade, interior de grandes lojas, etc...

Eli Rahamim, especialista internacional em segurança e Diretor de Ensino de uma das maiores Academias de Formação de Agentes de Segurança do país (a UZIL, de São Paulo) explica o sucesso feminino em tantos setores: “Uma agente bem treinada e dedicada cumpre o seu papel com eficiência idêntica à dos melhores homens.Mas há trabalhos que requerem mais as habilidades marcantemente femininas, como atenção, doçura e disposição para o diálogo”- revela.

O expert destaca também que as agentes são soberanas quando se trata de provadores ou vestiários femininos.Proteção de famílias importantes, crianças, teens e idosos também é território fértil para elas. E, segundo Rahamim, as executivas sempre têm agentes femininos em sua segurança, "para ter alguém que entenda melhor a sua linguagem e pensamentos"- exemplifica.

O especialista informa que as mulheres representam 18% dos alunos formados nos diversos níveis de aprendizagem e aperfeiçoamento da Academia UZIL.

Que Mulheres Procuram Inserir-se no Setor
Pesquisa realizada pela UZIL junto a suas alunas, revela o perfil majoritário das que procuraram os cursos de agentes em 2.010:
*Total : 2.592 (18% de todos os alunos)
*Faixa etária : 20 a 37 anos - 90%
*Escolaridade : 2º grau incompleto - 67%
*Estado Civil : solteiras ou separadas - 81%
*Já trabalharam antes - 83%
*Já eram do setor e buscam aperfeiçoamento: 24%

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