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Tiroteio no Metrofor termina com um vigilante morto

27Jan


Terminou com duas mortes um tiroteio em um canteiro de obras do Metrô de Fortaleza (Metrofor), instalado na Rua Wenefrido Melo, bairro Mondubim (Zona Sul da Capital). O vigilante identificado como Francisco das Chagas Arruda Neto, 47, foi atacado por três homens, no começo da tarde de ontem, matou um dos bandidos, porém, também tombou morto na rua. A Polícia trabalha com as hipóteses, tentativa de assalto ou ´acerto de conta´.

De acordo com o delegado Márcio Rodrigo Gutierrez, da Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), inicialmente havia a informação de que se tratava de uma tentativa de assalto. Contudo, uma testemunha contou ao delegado ter presenciado uma discussão entre o vigilante e o jovem Régis Luís Castro Araújo, 18, que morreu no confronto armado com o segurança.

Conforme a testemunha, o responsável pela vigilância da obra havia advertido o jovem que não passasse pelo local, pois sabia que o mesmo era envolvido com roubos. Os dois discutiram e Régis saiu dali prometendo voltar. Ontem, ele reapareceu armado e acompanhado de outros dois rapazes.

Apesar do testemunho, o delegado afirmou que as duas versões serão investigadas.

Reagiu

Segundo a Polícia, durante a ação criminosa, depois de ser baleado no abdome, Francisco das Chagas conseguiu atingir um dos acusados, que mesmo ferido, conseguiu correr alguns metros, até cair na Rua Manoel Sátiro. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-Fortaleza) foram acionadas, mas os dois feridos já estavam mortos. A patrulha do Ronda do Quarteirão de prefixo RD-1061 realizou diligências e conseguiu apreender um adolescente de 15 anos, apontado como acusado de participar do crime. Segundo testemunhas, o terceiro envolvido fugiu dali em uma bicicleta.

Funcionários da empresa Centro de Segurança Nordeste (CSN), a qual o vigilante era vinculado, compareceram ao local, mas afirmaram não ter autorização para repassar nenhuma informação sobre o fato.

O representante do Sindicato dos Vigilantes do Ceará, Daniel Borges, lamentou a morte do colega e lembrou que Francisco das Chagas não estava usando o colete à prova de bala.

Já o engenheiro de segurança da obra, que se identificou apenas como Bezerra, disse que um porta-voz do consórcio responsável pela construção do metrô iria se pronunciar hoje sobre o caso. "No momento, nossos técnicos estão realizando levantamentos e, por isso, não podemos falar nada ainda", disse.

O vigilante trabalhava na segurança da construção da Estação Manoel Sátiro do Metrofor há cerca de quatro meses. O adolescente apreendido após o tiroteio foi encaminhado pela Polícia Militar para a DCA.


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