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Em nota, centrais afirmam que vão pressionar por mínimo de R$ 580

12Jan


As Centrais Sindicais (CGTB, CUT, Força Sindical, CTB, UGT e Nova Central) realizarão nos próximos dias uma série de manifestações a favor do aumento do Salário Mínimo para R$ 580,00. "Nós temos um pacto com o governo de recuperar o salário mínimo gradativamente até 2023. O acordo, que utiliza o índice da inflação e a variação PIB de dois anos, serve como base para o aumento, e não o teto. Para que a recuperação ocorra é necessário ter aumento real, senão estaremos criando um hiato neste processo que se mostrou extremamente benéfico para o país", afirmou o presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) e do Sindpd (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação), Antonio Neto.

Entre as medidas adotadas pelos dirigentes está a divulgação de uma nota única expondo as razões para o governo conceder o aumento do mínimo acima dos R$ 540,00 propostos; a realização de uma manifestação no dia 18 de janeiro em São Paulo e o pedido de audiência com a presidenta Dilma Rousseff, a fim de retomar as negociações iniciadas com o governo no final do ano passado.

Neto destacou que as Centrais Sindicais estão cobrando do governo a retomada das negociações iniciadas em dezembro e que foram suspensas intempestivamente no final do ano.

"Quando a oposição apresentou uma proposta eleitoreira para aumentar o mínimo para R$ 600,00 e acabar com a política de recuperação, as centrais sindicais que apoiaram Dilma se posicionaram contra a demagogia. No mesmo período, a nossa presidente assegurou que concederia aumento real para o Mínimo neste ano. Agora precisamos debater qual será este patamar. Nós temos convicção de que é possível chegar aos R$ 580,00, valor justo e que será fundamental para a política de erradicar a miséria no país", acrescentou Neto.

Correção da Tabela do IR
As Centrais lutam também pela correção da Tabela do Imposto de Renda e pelo reajuste do salário dos aposentados que recebem acima do mínimo nos patamares de 2010, quando o governo concedeu um aumento que representou 80% do que foi dado ao piso.

As Centrais Sindicais e seus sindicatos filiados também ingressarão com ações na Justiça para solicitar a correção da tabela do Imposto de Renda e a devolução das perdas acumuladas desde 1995, cuja defasagem de reajuste já ultrapassa 70%, segundo dados Sindifisco Nacional. Na esfera política, as Centrais reivindicam que, no mínimo, a correção da tabela seja feita imediatamente com a inflação de 2010, evitando que os ganhos salariais conquistados no ano passado sejam corroídos pelo IR.

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