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Aspectos da Segurança Privada no Brasil em números e dados

11Ago


Um mercado com mais de 500 mil profissionais, a segurança privada no Brasil passa por um momento crítico, principalmente no período de pandemia da Covid-19, o que deve piorar o cenário nos próximos anos e afetar ainda mais um dos setores que mais emprega no País.

Somente em 2020, o setor da segurança privada movimentou R$ 35,7 bilhões, segundo dados da Fonte Segura. Regulamentada pela Polícia Federal por meio da LEI Nº 7.102/83, o setor é constituído, hoje, por 2.471 empresas prestadoras de serviços de vigilância, sendo que 1.154 empresas são orgânicas, ou seja, as que contratam diretamente os vigilantes.

Profissionais empregados

Com queda no número de vagas para vigilantes por parte das empresas especializadas, em 2020, devido à crise no cenário mundial, o setor emprega hoje 502.318 profissionais, sendo que 23.790 têm vinculo empregatício com as empresas orgânicas.

As empresas orgânicas empregam cerca de 10% do volume de profissionais contratados pelas empresas especializadas. Os vigilantes, contratados pelas empresas de segurança patrimonial, estão prestando serviços em áreas especializadas, como na segurança de transporte de valores, na segurança pessoal e escolta armada.

Os dados apontam ainda que, entre 2015 a 2021, houve redução de vagas para vigilantes e demais profissionais do setor. Em 2015, por exemplo, o número de profissionais empregados era de 631.028, caindo para 526.108 em 2020, uma redução de 100.000 mil postos de trabalho no setor.

Vagas para vigilantes

Só entre 2020 e 2021, também devido à pandemia, houve uma redução de 7.239 vagas para vigilantes. Estima-se que em 2021 apenas 50% dos vigilantes aptos a trabalhar estejam atualmente empregados. Ou seja, embora exista mais de um milhão com a Carteira Nacional de Vigilante (CNV), o curso de vigilante de 200 horas ou as reciclagens obrigatórias realizadas, metade não tem oportunidade de emprego no setor.

Sobre as regiões do Brasil onde mais se concentra os serviços da segurança privada, o Sudeste ocupa a primeira posição, com 48,7% das empresas e profissionais em atuação, seguido pela região Nordeste, com 19,8%. As regiões Sul e Centro Oeste teve pouca expressão no cenário da segurança privada.

Segurança Privada por Região

No Estado de São Paulo, o setor representa a maior fatia do mercado, responsável por 36,3% do total de todas as regiões do País. Quanto ao sexo, a segurança privava tem seu quadro composto por 91% de homens, e somente 9% ocupados por mulheres. A idade dos trabalhadores do setor está na faixa dos 30 a 49 anos.

Quanto à escolaridade, o mercado da segurança privada era deficitário em relação ao grau de escolaridade dos profissionais, já que a Lei 7.102/83 exige escolaridade mínima de 4ª série do ensino fundamental, embora, cerca de 73% dos profissionais já têm o ensino médio completo.

Armas no controle da segurança

Em relação aos armamentos usados pelas empresas, há grande discussão em torno do tema, já que os profissionais exigem armas com maior potencial de fogo, principalmente os que trabalham em setores mais específicos da segurança patrimonial, como na escolta armada, segurança pessoal e no transporte de valores. No ano de 2020, na Região Sudeste, as empresas adquiram 4.438 armas letais para 563 não letais. No total, em 2020, as empresas possuem o registro de 260 mil armas de fogo.

Em comparação com as armas em posse das forças de segurança pública, que tem hoje 511 mil armas, contra 527 mil armas nas mãos dos cidadãos (civis), aponta que a política armamentista no Brasil facilitou a compra, o registro, a posse e o porte de armas, tema muito discutido pelos especialistas em segurança sobre os potenciais riscos de armas nas mãos da população, sem um controle mais eficiente do estado.

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