Por: CNTV | Confederação Nacional de Vigilantes & Prestadores de Serviços
Postado: 06/02/2012
Paraná: Audiência no TRT pode encerrar greve que afeta caixas eletrônicos
Greve Transporte de Valores do Paraná
 
Sindicato das empresas de transporte de valores entrou com um pedido de dissídio coletivo e TRT-PR vai analisar o caso na próxima segunda-feira. Paralisação dos trabalhadores já afeta o abastecimento de caixas eletrônicos

Uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), agendada para a próxima segunda-feira (6), pode encerrar a greve dos seguranças que trabalham no transporte de valores com carros-fortes. A paralisação da categoriam em greve desde quarta-feira (1) em todo Paraná, já afeta a disponibilidade de dinheiro em caixas eletrônicos instalados em locais de grande movimentação em Curitiba e em grandes cidades do interior.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Valores e Escolta Armada do Paraná (Sindeesfort-PR), Paulo Sérgio Gomes, o sindicato patronal entrou com uma ação pelo dissídio coletivo, por isso a audiência será realizada.

Reivindicações

Segundo o presidente do Sindeesfort-PR, Paulo Sérgio Gomes, o impasse surgiu na semana passada, quando foi aprovado, no dia 26 de janeiro, um indicativo de greve . Como a proposta patronal não melhorou, a paralisação foi confirmada. “Não houve nova proposta e mantiveram o que foi ofertado lá atrás, que era a reposição da inflação mais a renovação da convenção coletiva por dois anos.” O sindicato pede aumento acima da inflação.

A categoria reivindica reajuste salarial de 13%, convênio médico totalmente custeado pelas empresas, e inclusão do adicional de 30% por risco de vida no 13º salário e nas férias. Além dos seguranças de carros-fortes, os chamados de tesoureiros também estão em greve. Eles são responsáveis pela montagem de malotes e contagem de dinheiro nas empresas.

A reportagem tentou entrar em contato com Sindicato das Empresas de Transporte de Valores do Paraná na noite desta terça-feira e também na manhã desta quarta-feira, por volta das 10h30, mas não obteve sucesso.

Encontrou dificuldades para fazer saque? Conte-nos sua história

Ainda de acordo com Gomes, em Curitiba, caixas eletrônicos instalados na Rodoferroviária de Curitiba e nos shoppings Cidade, no Hauer; e Estação, no Centro, estavam sem dinheiro na manhã desta sexta-feira (3). A estimativa do sindicato é de que o desabastecimento se estenda para supermercados, shoppings da capital e outras agências do Centro de Curitiba. A situação deve piorar por causa dos pagamentos dos aposentados e aqueles feitos até o quinto dia útil do mês, que será na próxima terça-feira (7).

Falta de dinheiro nos caixas eletrônicos

A reportagem da Gazeta do Povo apurou que os caixas eletrônicos de algumas agências do Centro não tinham dinheiro já na tarde de quinta-feira e outras ficaram desabastecidas na manhã desta sexta-feira. Alguns terminais de autoatendimento dos bancos Bradesco, Itaú, Santander, HSBC, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal apresentavam a mensagem de que estavam sem cédulas(leia mais no box acima).

Para evitar o desabastecimento, o limite de saque nos caixas eletrônicos e físicos foi reduzido em algumas agências da Caixa Econômica Federal de Curitiba e região metropolitana. O valor que é possível sacar varia de acordo com a unidade.

Durante a greve, cada cliente pode sacar R$ 700 por dia nos caixas eletrônicos e R$ 3 mil nos caixas físicos (boca do caixa). Anteriormente, os limitem eram de R$ 1 mil e R$ 5 mil, respectivamente.

De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa, esses valores foram definidos para as agências que fazem parte da superintendência Curitiba Oeste (confira a relação de agências). Nas demais unidades da Caixa, o limite irá variar de acordo com as reservas de dinheiro de cada agência. Os valores podem ser superiores ou inferiores aos que foram citados anteriormente. A orientação da Caixa Econômica Federal é para que os clientes procurem as lotéricas, pois o limite diário não foi alterado e segue sendo de R$ 1 mil por dia.

A greve

A decisão pela paralisação foi confirmada na noite de terça-feira (31), em assembleia da categoria. Segundo Gomes, todos os 1,8 mil seguranças de transporte de valores aderiram à greve. A ausência dos trabalhadores não afetará apenas os serviços bancários. Com a greve, ficam suspensas a coleta e distribuição de dinheiro em casas lotéricas e grandes redes varejistas, por exemplo.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, é remota a possibilidade de os bancos ficaram sem dinheiro nos caixas físicos. Segundo o sindicato dos bancários, pode haver desequilíbrio em algumas agências, principalmente naquelas que fazem mais pagamentos do que recebimentos. Como há reservas e os bancos também seguem fazendo cobranças, a entidade não acredita que chegará ao ponto de haver desabastecimento nos caixas físicos.

A segurança no interior das agências bancárias não apresenta problemas, pois os vigilantes patrimoniais não entraram em greve.

Interior do Paraná

A greve dos vigilantes de transporte de valores já começou a afetar agências bancárias da Caixa Econômica Federal (CEF), Santander, Bradesco e HSBC em Maringá. Em seis das dez agências consultadas pela Gazeta Maringá já existe restrição do valor do saque nos caixas físicos (boca do caixa).

Em Londrina, a greve dos vigilantes também não tem data para terminar. Na noite de quinta-feira (2), uma terceira rodada de negociações entre patrões e empregados foi realizada em Curitiba. No entanto, o encontro terminou sem acordo entre as partes.